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CPI

Ernesto Araújo diz desconhecer existência de 'gabinete paralelo' sobre Covid-19

Publicado em: 18/05/2021 13:18 | Atualizado em: 18/05/2021 13:19

Ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou que Bolsonaro tinha uma "assessoria paralela" para tratar assuntos da pandemia.  (crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado
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Ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou que Bolsonaro tinha uma "assessoria paralela" para tratar assuntos da pandemia. (crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado )
O ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo disse nesta terça-feira (18), em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, que desconhece a existência de um 'aconselhamento paralelo' ao presidente Jair Bolsonaro no âmbito da pandemia. Segundo ele, não havia aconselhamento paralelo internacional de alguém que não tivesse atribuição a fazê-lo. Questionado pelo relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), não confirmou a existência de qualquer aconselhamento paralelo.

O ex-chanceler disse ter uma ótima relação com o deputado federal Eduardo Bolsonaro e com o assessor Filipe Martins, mas que não se recorda de os dois opinarem sobre compra de vacina. "É possível que, em alguma reunião, sobretudo Martins, tenha dado opinião sobre isso", afirmou, dizendo não se lembrar do teor dos comentários. "Não me lembro de todos os momentos em que surgiram temas relacionados à pandemia. Não teria como dizer o teor do que foi dito", ressaltou.

Senador da base governista, Marcos Rogério (DEM-RO) foi o primeiro a falar, após os questionamentos do relator, e frisou que aconselhamento paralelo não é ilegal. Em depoimento na CPI, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou que Bolsonaro tinha uma "assessoria paralela" para tratar de assuntos relacionados à pandemia, e que o mandatário se encontrava com pessoas que não faziam parte do governo, entre elas médicos que faziam recomendações sobre a doença.

Mandetta afirmou que o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do presidente Jair Bolsonaro, esteve presente em diversas reuniões sobre o tema. "Em diversas reuniões no Palácio do Planalto, o vereador, filho do presidente da República, estava presente, tomando nota", pontuou.

Além dele, o ex-presidente da Pfizer no Brasil e atual presidente da empresa na América Latina, Carlos Murillo, disse na última quinta-feira (13) em depoimento na CPI que Carlos Bolsonaro participou de uma reunião com a Pfizer no Palácio do Planalto em dezembro do ano passado. O vereador não possui cargo no Executivo nacional. O encontro ocorreu a pedido do ex-secretário de Comunicação Fábio Wajngarten, que depôs na CPI na última quarta-feira (12), sem citar, contudo, Carlos Bolsonaro.
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