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CPI: Omar Aziz relembra Ernesto Araújo do 'comunavírus'

Publicado em: 18/05/2021 14:23

Presidente da CPI interrompeu o ex-ministro das Relações Exteriores para cobrar a verdade
 (foto: Agência Senado
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Presidente da CPI interrompeu o ex-ministro das Relações Exteriores para cobrar a verdade (foto: Agência Senado )
O senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID no Senado, interrompeu o depoimento do ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Ele cobrou a verdade do chanceler porque, segundo ele, antes de iniciar a sessão, deu várias declarações de ataques à China, país que fornece insumos para produção de vacinas no Brasil.

Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da pandemia, questionou Araújo se, em relação à sua atuação, como ele avalia o impacto de suas declarações anti-chinesas em relação a atual carência de insumos para a produção da Coronavac. "Não entendo nenhuma declaração que eu tenha feito como anti-chinesa. Houve determinado momento, como sabem, por notas oficiais, o Itamaraty (eu), tomei a decisão de nos queixamos de comportamentos da embaixada da China, ou do embaixador da China, em Brasília. Mas não houve nenhuma declaração que se possa qualificar como anti-chinesa. Não há nenhum impacto de algo que não existiu", respondeu o ex-ministro.

Omar interrompeu a fala dizendo que Ernesto Araújo 'está sob juramento de falar a verdade'. "Há pouco eu estava na outra sala, vossa excelência deu várias declarações anti-China. Inclusive já se indispôs por várias vezes com o embaixador Chinês", disse o presidente da CPI. "O senhor escreveu um artigo que chama de 'comunavírus' e há pouco o senhor disse para o relator que não teve nenhuma declaração. Tem várias", acrescentou.

"Inclusive, você faz uma ilusão erroneamente em relação em que a pandemia é para ressuscitar o comunismo porque deixa as pessoas em casa. Na minha análise pessoal, vossa excelência está faltando com a verdade. Vossa excelência escreveu no seu Twitter, fez um artigo sobre isso. Se vossa excelência acha que isso não é se indispor em que nós temos uma relação comercial muito importante para a gente, então não entendo mais sobre como se faz relações internacionais. Chegar aqui agora e desmerecer o que já praticou e dizer nesta CPI para todos os senadores que nunca se indispôs com a China está faltando com a verdade. Até bateu boca com o embaixador chinês", continuou Omar Aziz.
 
O presidente da CPI se refere ao artigo "Chegou o Comunavírus", que Ernesto Araújo escreveu para seu blog "Metapolítica 17" em abril de 2020. Nele, ele endossa as palavras de Slavoj Eek, um teórico marxista, sobre um 'jogo comunista-globalista de apropriação da pandemia para subverter completamente a democracia liberal e a economia de mercado, escravizar o ser humano e transformá-lo em um autômato desprovido de dimensão espiritual, facilmente controlável.'
 
Ernesto Araújo se justificou: "É uma referência não ao coronavírus, mas aquilo que o autor marxista, cujo texto eu analiso no meu artigo, classificou como vírus ideológico. Esse autor escreveu um pequeno livro dizendo que havia o vírus e ele tinha criado a oportunidade para o surgimento de um vírus ideológico, que esse autor saúda. É um vírus que cria as condições para implementação daquilo que ele mesmo considera uma sociedade comunista global", disse na CPI.
 
Por fim, Omar Aziz ironiza: "Uma das maiores injustiças que o presidente Bolsonaro fez foi pedir sua carta de demissão. Que injustiça", disse concluindo o assunto.
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