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Bolsonaro disse a Caiado, segundo Mandetta: 'Vamos contaminar todo mundo'

Publicado em: 04/05/2021 17:25

Em abril de 2020, o presidente esteve com o ex-ministro da Saúde em Goiás para inaugurar um Hospital de Campanha
 (foto: Agência Senado
)
Em abril de 2020, o presidente esteve com o ex-ministro da Saúde em Goiás para inaugurar um Hospital de Campanha (foto: Agência Senado )
O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta confirmou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado a história de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que iria contaminar todo mundo com a Covid-19. A afirmação, segundo ele, foi em tom de brincadeira após Bolsonaro pedir um abraço ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), em visita ao estado.
 
Em 11 de abril de 2020, Bolsonaro foi a Goiás, junto ao então ministro Mandetta, para inaugurar um Hospital de Campanha. O ex-gestor do Ministério da Saúde revelou que sua recomendação era de evitar a presença para não gerar aglomeração.

"Nessa ida a Águas Lindas [GO], eu me lembro que era exatamente por esse Hospital de Campanha que o ministro Tarcísio estava organizando a construção. Eu disse a ele: 'cuidado’ porque se for até lá vai acabar aglomerando, não vamos", disse.

Mandetta disse que a ida foi articulada para evitar contato com o público, mas Bolsonaro não respeitou. "Eles queriam ir de carro, acabou mudando, e fomos de helicóptero. Eu fui dentro do helicóptero com o presidente e o combinado era chegar, olhar o público bem separado. Mas, na hora que o helicóptero desceu, ele olhou e viu que o público estava na beirada, ele desceu do helicóptero, subiu a rampa e foi até as pessoas”, revelou.
Logo após ter contato com o público, o presidente foi cumprimentar o governador. “Eu fui até onde estava a comitiva do governador Caiado. Quando ele (Bolsonaro) volta de lá, ele vai em direção para dar um abraço no governador Caiado e fala essa frase em tom de brincadeira: 'vamos contaminar logo todo mundo'. Mas o governador Caiado sacou muito rápido de um frasco de álcool em gel e usou nas suas mãos e ainda passou nas mãos do presidente para dar aquela certa sensação, foi uma coisa pontual", justificou Mandetta.
 
Mandetta é o primeiro ex-ministro ouvido na CPI do Senado, que investiga as omissões do governo federal nas ações de enfrentamento à pandemia. 
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