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DOCUMENTÁRIOS

'Presidente' e 'Os Arrependidos' são os grandes vencedores do É Tudo Verdade 2021

Publicado em: 19/04/2021 10:58

O documentário 'Presidente' ganhou a competição internacional ao retratar redemocratização do Zimbábue (Foto: Divulgação)
O documentário 'Presidente' ganhou a competição internacional ao retratar redemocratização do Zimbábue (Foto: Divulgação)

Foram anunciados neste domingo (18/04) os vencedores do festival de documentário É Tudo Verdade. Em cerimônia transmitida pelo YouTube, “Os arrependidos” levou o troféu de melhor documentário da competição brasileira entre os médias e longas-metragem, enquanto “Presidente” ganhou o mesmo prêmio na competição internacional. Entre os curtas, o troféu nacional ficou com “Yaõkwa: Imagem e memória” e a disputa estrangeira foi vencida por “A montanha lembra”.

Vencedor do prêmio principal entre os brasileiros, “Os arrependidos”, de Ricardo Calil e Armando Antenore, remonta uma das épocas mais duras da ditadura militar brasileira quando, em 1970, cinco guerrilheiros presos vieram a público renegar a luta armada e elogiar o regime. Com muitas imagens de arquivo da época, o filme mostra como o governo transformou as retratações forçadas em prática de Estado, lembrando o contexto que envolvia perseguições e torturas de jovens militantes.

O longa nacional “Máquina do desejo - 60 anos do Teatro Oficina”, de Lucas Weglinski e Joaquim Castro, ganhou menção honrosa do júri. O filme conta a história de resistência artística da companhia teatral paulistana liderada por José Celso Martinez.

“Presidente”, da diretora dinamarquesa Camilla Nielsson, mostra a polêmica redemocratização do Zimbábue, depois de 38 anos de violenta ditadura. O longa acompanha a construção do processo eleitoral no país, em 2018, quando a população pôde escolher seu governante pela primeira vez depois que Robert Mugabe foi afastado do cargo que ocupava desde 1980. No entanto, superar nas urnas as forças ainda ligadas ao poder seria um processo desafiador por uma série de motivos mostrados nas filmagens.

O júri internacional ainda concedeu menção honrosa ao documentário animado argentino “Vicenta”. A filmagem feita com bonecos conta sobre o caso de uma mulher argentina que levou até a suprema corte do país a luta pelo direito de interromper a gravidez da filha, deficiente mental, que havia sido abusada sexualmente por um tio. “Um testamento visceral pelo qual esse direito é tão urgente e básico a experiência feminina”, justificou o júri.

O curta brasileiro premiado, “Yaõkwa: Imagem e memória”, de Rita Carelli e Vincent Carelli, aborda a preservação da cultura e das tradições ancestrais indígenas através do audiovisual. “A montanha lembra”, coprodução entre Argentina e México dirigida por Delfina Carlota Vazquez, explora as diversas ligações do vulcão Popocatépetl, no México, com a sociedade local.

 

O brasileiro 'Os Arrependidos' conta o caso de cinco guerrilheiros que vieram a público elogiar o regime após serem presos (Foto: Divulgação)
O brasileiro 'Os Arrependidos' conta o caso de cinco guerrilheiros que vieram a público elogiar o regime após serem presos (Foto: Divulgação)

 

Na briga pelo Oscar

Por ser reconhecido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográfica de Los Angeles, o troféu dado pelo júri do É Tudo Verdade credencia os documentários vencedores a participar da disputa por uma indicação ao Oscar no próximo ano, tanto entre os longas quanto entre os curtas. Em 2020, o prêmio internacional no festival foi para o longa romeno “Collective”, que no próximo domingo concorre a duas estatuetas em Hollywood: melhor documentário e melhor filme internacional.

O júri da Competição Brasileira de 2021 foi formado por Sandra Kogut, Eduardo Morettin e Daniel Solá Santiago. O júri das competições internacionais tinha Júlia Bacha, Pierre-Alexis Chevit, e Ehsan Khoshbakht.

Além dos prêmios principais, ainda foram distribuídos troféus paralelos. O Prêmio Canal Brasil de Curtas ficou com “Yaõkwa: Imagem e memória”. Os Prêmios EDT (Associação de Profissionais de Edição Audiovisual) foram para “Ser feliz no vão”, de Lucas Henrique Rossi, na categoria curta-metragem, e “Máquina do desejo - 60 anos do Teatro Oficina”, na categoria longa-metragem. O Prêmio Mistika também foi para “Yaõkwa: Imagem e memória”.

Assim como em 2020, o festival aconteceu em formato totalmente on-line, por causa da pandemia do novo coronavírus. A abertura havia sido no dia 8 de abril e um total de 70 filmes de 23 países foi exibido exibido, gratuitamente, através das plataformas Looke, Sesc Digital e Spcine Play; no site do Itaú Cultural, no canal do YouTube do Sesc 24 de Maio; no site do É Tudo Verdade; e na TV, pelo Canal Brasil. É possível conferir os filmes exibidos em www.etudoverdade.com.br.

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