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PANDEMIA

Após denúncias, Saúde nega falta de medicamentos para sedação em PE

Publicado em: 08/04/2021 18:29 | Atualizado em: 08/04/2021 19:13

 (Foto: Reprodução)
Foto: Reprodução

O governo de Pernambuco informou, nesta quinta-feira (8), que deve apurar as denúncias de falta de sedativos para pacientes acometidos pela Covid-19, internados na rede de saúde do estado. Em coletiva de imprensa, o secretário de Saúde, André Longo, disse que recebeu com surpresa os apontamentos, parte deles oriundos de representantes do próprio Conselho Regional de Farmácia. Os dados dão conta da carência do chamado kit intubação, responsável por manter a respiração controlada e assegurar os ajustes necessários no respirador utilizado pelo paciente em tratamento.

“Nos causou grande surpresa esta denúncia, hoje, especialmente em relação aos dois serviços que foram contratados pelo estado, sendo o Hospital Alfa e o Hospital Eduardo Campos da Pessoa Idosa. Nós procuramos a direção das duas unidades e estas ocorrências foram negadas”, disse André Longo. Segundo ele, o governo tem acompanhado o abastecimento destas duas unidades, fornecendo sedativos e bloqueadores neuromusculares, sendo feito um monitoramento de todos os serviços. “São 18 medicamentos do kit intubação orotraqueal que nós observamos de perto e temos estoque garantidos de todos eles”, afirmou.

À reportagem, um médico que atua na linha de frente da pandemia relatou, em reserva, que a situação de escassez seria uma realidade. “O que está mais escasso é o relaxante muscular, que paralisa a respiração e facilita os ajustes do respirador. Quando isto ocorre, ao contrário de diminuir a sedação, se aumenta os sedativos, determinando um aprofundamento do sono”, disse o profissional, apontando como exemplo, além dos já citados, o Hospital da Restauração (HR), localizado na área central do Recife.

Ao rechaçar a versão, que assinala um intervalo de até 72 horas para a chegada de novas remessas de insumos, com os pacientes tendo que esperar, o secretário André Longo disse não haver motivo para suposta carência. “Não se justifica que nós não tenhamos condições de manter os pacientes sedados em terapia intensiva em Pernambuco. Nós temos quase dois mil pacientes neste quadro no momento, somando a rede pública e privada”, disse. Conforme o titular da pasta, se falta um item, logo este é substituído por outro, não havendo prejuízo. “É de muita estranheza, pois nosso estoque é tão satisfatório que chegamos a ajudar outros estados do Nordeste”, disse.
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