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CRIME

Morte de dentista de 24 anos é investigada pela Polícia Civil em Paulista

Publicado em: 24/02/2021 14:49 | Atualizado em: 24/02/2021 20:50

 (Divulgação/PCPE)
Divulgação/PCPE
A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) investiga a morte da dentista Emelly Nayane da Silva, de 24 anos, em Maria Farinha, no município de Paulista, Região Metropolitana do Recife. De acordo com familiares, a vitima pode ter sido morta pelo ex-marido que não aceitava o fim da relação que teria acontecido há um mês. Segundo a polícia, a jovem morreu na noite da segunda-feira (22), num hospital da cidade, e deixa um filho de dois anos.

De acordo com o delegado Augusto Cunha, da 7ª Delegacia de Homicídios de Paulista, foi instaurado um inquérito para investigar a causa da morte da dentista.

“O que se tem até agora é a instauração de um registro de Boletim de Ocorrência. E a instauração de um inquérito por ‘morte a esclarecer’, para investigar as circunstâncias da morte de Emelly. Já foram feitos alguns depoimentos, e entrevistas preliminares. Diante das circunstâncias, o inquérito foi trazido para a Delegacia de Homicídios, para que os fatos sejam melhor esclarecidos”, explicou o delegado.

Em nota, a Polícia Civil informou que foram realizadas perícias e entrevistas com testemunhas. Segundo o delegado, o resultado de um dos exames indica “asfixia por esganadura”, que significa quando há o aperto do pescoço exercida pelas mãos do agressor.

“Até agora não podemos afirmar que houve um homicídio antes de chegar à Perícia Necroscópica. A Declaração de Óbito, em que o médico coloca a causa da morte por ‘asfixia por esganadura’, mas a gente aguarda o laudo da necropsia. A partir daí, vamos poder fazer essa mudança de ‘morte a esclarecer’ para de fato ‘homicídio’. Sendo essa a circunstância, a gente vai investigar a fundo essa questão do relacionamento que ela tinha com o marido”, informou o delegado Augusto.

De acordo com a polícia, as investigações seguirão até a completa elucidação do ocorrido. “Solicitamos a ajuda da sociedade a fim de chegarmos a uma conclusão. Quem tiver qualquer informação relevante sobre o caso, que possa ajudar nas investigações, deve procurar a 7ª Delegacia de Homicídios”, diz a nota da PCPE.

“Houve uma perícia no imóvel que é de propriedade do suspeito. Eu acompanhei essa perícia. Houve alguns indícios de que houve uma espécie de luta e confrontação ali. Os vizinhos foram preliminarmente entrevistados, mas também serão intimados a comparecer a delegacia para esclarecer”, acrescentou o delegado.

Entenda o caso

De acordo com Elisângela Moliterno, prima da vítima, o suspeito teria chamado Emelly para conversar sobre uma possível reconciliação do relacionamento, quando teria ameaçado tirar a própria vida.

“Emelly pediu separação, já solicitou o divórcio, e foi chamada por Lívio, porque ele queria conversar com ela. Inclusive ela esteve na casa do pai de Lívio, em Marinha Farinha, no condomínio Porto Antilhas. Lá houve uma conversa, e ela estava decidida em se separar. Ligou para a mãe, e informou que já estava no Uber, voltando para casa. Alguns minutos depois ela ligou novamente, e disse ‘Estou retornando, porque Lívio está dizendo que está com uma arma e vai se matar. Eu vou lá acalma-lo’. Em seguida, voltou para casa [do pai do suspeito]. Quando ela chegou lá novamente, foi morta né. Já existia histórico que ela estava sofrendo violência doméstica, moral e física. Era um ciúme absurdo”, disse. A Polícia Civil não confirmou o nome do suspeito, conforme mencionado pela prima da vítima.

A mãe da jovem, Josymeri Bento, disse à imprensa, durante o sepultamento que ocorreu na manhã desta quarta-feira (23), em Igarassu, que acredita que o genro matou a filha e pede por justiça.

“Eu quero justiça, ouviu, eu quero justiça! A única filha que eu tinha! Era estudada! Menina bonita! Ele tirou, só pode ter sido... A minha vida... Um filho de dois anos ficou... Pelo amor de Deus, justiça. Eu quero advogados. Olha a minha filha, como ela era linda. Ele interrompeu... Ela queria estudar, ela queria trabalhar, criar o filho dela, mas ele não aceitava a separação. Ele queria recomeçar de todo o jeito. Ele matou minha filha”, disse a mãe.

A Polícia Civil de Pernambuco trata o ex-marido da vítima como suspeito. De acordo com o delegado Augusto Cunha, há indícios de luta no apartamento da vítima. “Por enquanto o ex-marido é tratado como suspeito, em virtude dessas circunstâncias que pairam a respeito do inquérito. A partir do momento que esse inquérito for se encaminhando, e as circunstancia forem esclarecidas, esse status dele pode vir a mudar”, explicou.

A Polícia Civil informou que o pai do suspeito prestou depoimento na terça-feira (23), e que o suspeito foi convidado a ir na delegacia prestar esclarecimentos, mas até o momento não compareceu ao local.

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