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Caminhoneiros em greve: Postos de BH estão lotados nesta sexta-feira

Publicado em: 26/02/2021 13:19

 (Filas de veículos em postos de abastecimentos de Belo Horizonte. Foto: Robson Magalhães/EM/D.A Press)
Filas de veículos em postos de abastecimentos de Belo Horizonte. Foto: Robson Magalhães/EM/D.A Press
Menos de 24 horas após o anúncio da greve dos transportadores de combustível de Minas Gerais, as filas nos postos de abastecimento de Belo Horizonte já são assustadoras.

O movimento foi deflagrado pelo Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (SindTanque). A categoria pede redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre o preço do diesel de 15% para 12%.

Em ao menos dois postos da Avenida Cristiano Machado, frentistas e gerentes relatam que a corrida da gasolina começou antes das 6h.

No estabelecimento próximo ao Minas Shopping, às 8h30, mais de cem carros aguardavam abastecimento. Um deles é do representante comercial Robson Magalhães.

"Geralmente, abasteço às terças e quintas-feiras. Mas resolvi me adiantar. Saí mais cedo de casa para passar aqui antes de ir para o escritório", conta o freguês.

A clientela também teme que a greve provoque disparada nos preços.

"Normalmente, eu viria abatecer no sábado. Resolvir vir hoje porque, mais tarde, pode ser que eu só encontre gasolina a preços exorbitantes. Melhor garantir", diz o representante de Moda Leandro Alves.

A reportagem percorreu a Região da Pampulha, onde o preço do combustível ainda não parece ter disparado. A gasolina varia entre R$ 5,12 e R$ 5,39 o litro. Já o álcool é vendido na região por valores entre R$ 3,59 e R$ 3,79 por litro.

Entenda a greve
O SindTaque estima que 3 mil condutores aderiram ao movimento. Os tanqueiros pedem que o estado reduza a alíquota do ICMS cobrada pelo estado de 15% para 12%, semelhante à taxa praticada em estado como Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.

O governo de Minas argumenta que as recentes variações do combustível não são decorrentes do ICMS, mas da política de preços da Petrobrás.

Por enquanto, o Executivo também descartou baixar a tarifa alegando a crise financeira enfrentada pelo estado.

"No momento, em virtude da situação financeira do estado, a Lei de Responsabilidade Fiscal exige uma compensação para aumentar receita em qualquer movimento de renúncia fiscal, o que não torna possível a redução da alíquota. A Secretaria de Fazenda esclarece ainda que o ICMS corresponde a 31% para gasolina, 16% para o etanol e 15% para o diesel, do preço total dos combustíveis", diz a nota.
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