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Pernambucano aprovado em Harvard conhece Alepe e conta como conquistou a vaga

Publicado em: 21/01/2021 14:46 | Atualizado em: 21/01/2021 14:51

 (fOTO: pEU rICARDO/ dp)
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“Dos 10.086 candidatos de todo o mundo, apenas 747 foram aprovados”, afirma em passeio pela Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (Alepe), nesta quinta-feira (21), João Victor, de apenas 17 anos, admitido recentemente na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Recifense e morador de Camaragibe, região metropolitana, ele será a representação do Norte e Nordeste entre os aprovados para cursar Government, formação semelhante ao que temos em Ciência Política nas universidades brasileiras. Contemplado com bolsa de estudo e ajuda financeira, o jovem deve embarcar em agosto deste ano para a universidade americana. 

Por solicitação do deputado Alberto Feitosa (PSC), o jovem conheceu a Alepe e contou que optar por estudar no Colégio Militar do Recife foi decisivo no desejo de se preparar para pleitear uma vaga na Universidade de Harvard, tendo em vista que os amigos do colégio  apresentaram o programa de oportunidades acadêmicas que auxilia estudantes de baixa renda e o deu assistência no processo de candidatura. “Conheci o programa através de amigos do Colégio Militar que também  tinham a pretensão de estudar fora e que iriam se candidatar. Eles sabiam que eu tinha essa pretensão, mas não sabia como começar. Eles me mostram o caminho e eu fiquei maravilhado”, pontuou. 
 (fOTO: pEU rICARDO/ dp)
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O deputado Alberto Feitosa destacou que João Victor é um exemplo para os jovens pernambucanos, assim como também o Projeto Aula de Cidadania, idealizado pela Alepe, que recebe estudantes da rede estadual de ensino para conhecer a assembleia e estimular os jovens a ingressarem no universo político, como é a vontade de João. “Eu acredito muito na política e na diplomacia. Assim  como vários outros exemplos que a gente tem que atuam na política e na diplomacia brasileira, eu tenho a intenção de trazer tudo que aprender lá, essa bagagem de conhecimento, implantar no nosso país e tentar melhorar um pouco mais a situação. Eu acredito muito no poder transformador que a política e a educação têm”.  

Filho de um taxista e uma professora de inglês, a mãe de João Victor, Alcilene Bezerra, revela que ele sempre estudou de maneira autodidata.“Eu sou professora de inglês, mas ele sempre estudou sozinho e gostava quando eu escutava músicas em inglês. Ele me disse que se inspirou um pouco em mim”, contou com orgulho.

ORGULHO EM SER NORDESTINO
O jovem destaca que é importante enfatizar sua origem para quebrar preconceitos estabelecidos na sociedade com pessoas nordestinas e mostrar para a população da região que é possível conquistar seus objetivos. “A gente observa dentro do nosso próprio país um certo preconceito com as pessoas que vêm do nordeste. Até pessoas notáveis na sociedade falando que nordestinos não conquistam as coisas ou são menos inteligentes. Eu acho que é importante mostrar as pessoas que isso não existe. O local que você nasce não define sua inteligência. Não define seu potencial ou os locais que você pode chegar”, finalizou. 

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