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Balança comercial de Pernambuco segue com saldo deficitário

Publicado em: 25/01/2021 17:07 | Atualizado em: 25/01/2021 17:27

Exportações não cresceram mais porque setores como o de automóveis foram impactados pela pandemia.  (Foto: José Paulo Lacerda/CNI/Divulgação)
Exportações não cresceram mais porque setores como o de automóveis foram impactados pela pandemia. (Foto: José Paulo Lacerda/CNI/Divulgação)

Pernambuco encerrou 2020 com crescimento de 7,2% nas exportações sobre o ano anterior, o segundo maior resultado do Nordeste, atrás apenas de Alagoas, que teve alta de 31,1%. Já em relação às importações, o estado teve o terceiro pior desempenho, com queda de 32,3%, atrás de Sergipe e Maranhão, que apresentaram recuo de 76,8% e 44,2%, respectivamente. A estabilização nas vendas para o mercado externo e a queda nas compras do exterior gerou uma redução no déficit histórico da balança comercial pernambucana em 48,2% em relação a 2019. No entanto, o resultado ainda não foi suficiente de mudar a característica importadora de Pernambuco. 

O cenário de Pernambuco continua sendo que o estado importa mais do que exporta. "Embora as exportações tenham crescido, elas ainda não superam o saldo do volume das importações e essa realidade mantém o nosso estado no quadro deficitário", explicou o gerente de Relações Industriais da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Maurício Laranjeira. 

O isolamento social e a paralisação no país causados pela pandemia do coronavírus em 2020 foram os principais fatores para levar as importações de Pernambuco a uma retração, segundo dados compilados pela Fiepe. Já a alta nas exportações foi puxada pelo crescimento na venda de óleos combustíveis, açúcar e frutas. Porém, não teve um incremento ainda maior porque setores como o automotivo e o de petróleo foram muito impactados pelos efeitos da pandemia, com recuo de 45% e 23,4%, respectivamente. 

Ipojuca foi o município pernambucano que mais importou em 2020, seguido do Recife e Cabo de Santo Agostinho. Essa característica se dá por conta do Complexo Industrial Portuário de Suape e das empresas instaladas nessas cidades. No caso das exportações, a lista é novamente liderada por Ipojuca, por igual razão. Mas Goiana, que conta com o polo automotivo da Jeep, assume a segunda colocação e Petrolina, polo produtor de frutas, a terceira.

As exportações pernambucanas tiveram como principais países de destino Cingapura, Argentina e Estados Unidos. Já as importações do estado tiveram como principais países de origem os Estados Unidos, Argentina e China. Entre os maiores parceiros comerciais de Pernambuco estão Estados Unidos, com 14% de exportações e 86% de importações; Argentina, com 43% de exportações e 57% de importações; e Cingapura, com 100% de exportações.

Em relação à quantidade de empresas, o estado também segue a tendência do comportamento da balança comercial, com uma maior quantidade de importadoras do que exportadoras. Em 2020 o estado registrou 257 exportadoras e 688 importadoras. Em 2019 foram 261 e 792, respectivamente. Já em relação a novas empresas, no passado o número empatou, com 81 tanto importadora quanto exportadora. Em 2019, foram 90 exportadoras e 194 importadoras. 


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