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Exercícios

Atividades físicas ao ar livre na Zona Sul do Recife

Publicado em: 05/12/2020 11:50 | Atualizado em: 05/12/2020 11:51

 (Foto: Sandy James / Esp. DP FOTO)
Foto: Sandy James / Esp. DP FOTO
A prática de exercícios físicos em locais públicos tem crescido nas últimas semanas, muitas pessoas optaram por correr na orla do que, por exemplo, em uma esteira no ambiente fechado de alguma academia, a fim de evitar a contaminação com o coronavírus. Para quem pratica esportes como corrida, tênis, ciclismo e musculação, em espaços abertos, os cuidados devem ser ainda mais intensos, para o indivíduo não contrair o vírus do Covid-19 ou algum outro tipo de doença devido à exposição solar intensa. A reportagem do Diario passou por um dos pontos mais escolhidos pelos atletas para se exercitarem, o bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, e flagrou algumas pessoas ainda praticando exercícios em locais e equipamentos públicos sem máscara, ou usando a proteção de forma errada.

Baixar a máscara, de forma que não cubra a boca ou o nariz, pode ser uma porta aberta à contaminação, que apenas não acontece com as aglomerações de pessoas ou compartilhamento de objetos. É importante que as pessoas que praticam atividades físicas tenham por perto também, além da proteção, um profissional de educação física que possa orientar e recomendar os devidos exercícios, alinhados ao objetivo de cada indivíduo. Podendo ser ganho de massa muscular, mais conhecida como hipertrofia; perca de peso ou mesmo para manter a rotina de exercícios.

"Todo exercício deixa o sistema imunológico de quem o pratica mais fortalecido, melhorando também a saúde mental e física. Para evitar que as pessoas usem a máscara de forma errada os exercícios podem ter suas intensidades diminuídas, passando para um treino mais leve", disse profissional de educação física e presidente do Conselho Regional de Educação Física da 12º Região/PE, Lúcio Beltrão.

Caso não seja orientado de forma correta, o exercício físico pode causar lesões no joelho, coluna e também ataque cardíaco, levando o indivíduo até a morte."Algumas pessoas pegam exercícios na internet, que  na verdade são orientados para outras pessoas e que podem trazer prejuízos a esses outros indivíduos. Duas pessoas de 20 anos, que tem a mesma altura e aparentemente são iguais, podem ter treinos diferentes e isso varia a partir dos seus perfis e histórias de vida", disse Beltrão.

De férias no Brasil há três meses, Dominique Henning, 20 anos, frequentava a academia mas resolveu usar os equipamentos de musculação disponíveis na orla de Boa Viagem para poder treinar, devido à pandemia. "Foi difícil, ganhei um pouco de peso na pandemia, não saí, não fiz quase nada de atividade física. O sistema imunológico sente se nós ficarmos em casa, não pegamos sol e nem vitamina D", disse Dominique.

Usuário frequente de bicicleta, Aluízio Rodrigues, 54 anos, operador de empilhadeira, usa sempre o transporte para pedalar do bairro onde mora, Boa Viagem, até o centro do Recife. Ele contou que sempre vai pedalar na Zona Sul do Recife munido de máscara e álcool."Ainda não me sinto seguro, eu fico atento para não ficar próximo de quem está sem máscara. Não posso exigir que as pessoas usem máscaras mas nós sabemos que isso vem sendo pedido diversas vezes", disse Aluízio. Ele também é motorista de aplicativo e contou que corre risco ao pegar passageiros que andam desprevenidos de máscaras.

Mesmo pedalando sozinho, Aluízio conta que se sente motivado a ir pedalar pelo menos uma vez a cada semana, para se sentir melhor com seu corpo e sua mente. Ele nunca chegou a participar de nenhum grupo de corrida e sempre achou melhor pedalar desacompanhado, principalmente em tempos de pandemia. Estar sozinho enquanto pelada nunca foi um problema para ele. 

Jogador de tênis há dois meses, o estudante, Gil Martins, 16 anos, também realiza outras atividades físicas na orla de Boa Viagem, desde o ano passado, entre elas estão corridas e pedaladas. “Sempre venho com a máscara, mas quando eu vou praticar os esportes geralmente tiro, me sinto muito desconfortável a sensação é de sufocamento. Mas logo que acabo as atividades, coloco a máscara e vou para casa”,  comentou. No começo da pandemia ele disse que se sentia muito desconfortável ao usar máscara enquanto praticava as suas atividades físicas, mas que logo se acostumou ao longo dos dias. 

A competitividade foi um dos fatores que mais chamou a atenção do jovem tenista para começar a praticar o esporte, além do exemplo de alguns amigos próximos que já treinavam. Ele também contou que sempre antes de sair para treinar também se previne das queimaduras causadas pelo sol, usando protetor solar e seguindo a recomendação de sua mãe. 

Dezembro Laranja: dedicado a conscientização das pessoas sobre o câncer de pele

Segundo os dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) o câncer de pele, que é causado pela exposição solar intensa, ainda deve acometer, em 2020, 83.770 em homens e 93.160 em mulheres, representando 30% de todos os tumores malignos registrados no Brasil. E o mês de dezembro traz mais uma vez a campanha do Dezembro Laranja, criada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, para estimular o cuidado com esse tipo de câncer e a conscientização das pessoas para não se exporem ao sol sem a devida proteção. O cuidado ainda deve ser mais intenso para quem se expõem entre os horários das 9h às 15h. Além do protetor solar, esses indivíduos devem usar acessórios como chapéus e camisas com proteção UV.

“Nós estamos diariamente expostos ao sol, seja na rua, ou até mesmo, dentro da nossa própria casa. Vivemos em um país tropical e próximo ao litoral, precisamos proteger nossa pele sempre.  No caso da pele branca é recomendável que se utilize o protetor solar fator 30, repetindo a cada duas ou três horas. Já para peles pretas/negras ou marrons/pardas, o fator 15 é suficiente, mas, também deve ser reaplicado em intervalos curtos”, destaca a dermatologista do Hospital de Câncer de Pernambuco, dra. Mecciene Mendes.

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