Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco
Digital Digital Digital Digital
Digital Digital Digital Digital
Notícia de Últimas

Eleições 2020

Resultado da eleição no Recife contraria as previsões das pesquisas

Publicado em: 29/11/2020 20:13

João Campos (PSB) alcançou 56,27% dos votos e venceu em todas as zonas eleitorais da capital pernambucana, enquanto Marília Arraes (PT) teve 43,73%.  (Foto: Reprodução)
João Campos (PSB) alcançou 56,27% dos votos e venceu em todas as zonas eleitorais da capital pernambucana, enquanto Marília Arraes (PT) teve 43,73%. (Foto: Reprodução)
Contrariando as expectativas, o resultado da eleição para prefeito do Recife foi muito menos acirrado do que se esperava. A vitória de João Campos (PSB) teve uma diferença de mais de quase 13 pontos percentuais. O candidato do PSB alcançou 56,27% dos votos e venceu em todas as zonas eleitorais da capital pernambucana, enquanto Marília Arraes (PT) teve 43,73%. 

Durante todo o segundo turno, o tom das pesquisas foi de equilíbrio. Na primeira semana de campanha, Marília Arraes aparecia em primeiro. Na semana seguinte, João encostou e chegou a estar na frente em um dos levantamentos. Duas pesquisas divulgadas na véspera do pleito apontavam empate entre os candidatos. 

Para o cientista político Thales Castro, o antipetismo foi um fator preponderante para o resultado. "O voto da direita migrou para João. Na última semana apareceram vídeos da ala conservadora dando apoio a ele, houve o áudio atribuído à Túlio Gadêlha, a polêmica em relação à bíblia... Isso alimentou o antipetismo, que se traduziu dessa maneira avassaladora. O antipetismo continua forte", explica ele. 

Thales também acredita que os institutos devem repensar a forma como são feitas as pesquisas. "A metodologia aplicada não aplica a realidade dos fatos. Foi uma distância absurda. O recorte precisa ser melhor feito, é um trabalho para repensar como as pesquisas possam trazer uma radiografia mais digna", afirma.

É importante destacar como as pesquisas são realizadas. Naturalmente, os institutos não procuram toda a população de uma cidade. Eles entrevistam um número determinado de eleitores (no caso do Recife, pouco mais de 1 mil) que devem representar a diversidade do eleitorado. 

Critérios como sexo, idade, região onde mora e classe socioeconômica são levados em consideração na escolha da amostra. Por não ouvirem toda a população local (no Recife são quase 1,7 milhão de habitantes, segundo dados do IBGE), as pesquisas não possuem 100% de acerto. Normalmente, o grau de confiança é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro.

Apesar dos erros, Thales não pensa que a diferença entre as pesquisas e o resultado final possam alimentar uma narrativa de fraude nas próximas eleições, como ocorreu nos Estados Unidos. “No Brasil, o processo é bem distinto. A narrativa de fraude não funciona. É tudo muito transparente, apesar dos problemas no primeiro turno", finaliza.
Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Verão inspira cuidados com a saúde e alimentação
Resumo da semana: enfim, a vacina, posse de Biden e cerco contra os fura-filas
Rede de voluntários faz diferença em Manaus
Enem para todos com o professor Fernandinho Beltrão - Algas e fungos
Galeria de Fotos
Grupo Diario de Pernambuco