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MÚSICA

Uana Mahin e Amaro Freitas representam Pernambuco em pocket show do Itaú Cultural

Publicado em: 28/10/2020 14:35 | Atualizado em: 28/10/2020 19:22

A cantora e o pianista integram a nova etapa musical do Festival Arte Como Respiro, do Itaú Cultural (Fotos: Marília Cantuária/Divulgação e Jão Vicente/Divulgação)
A cantora e o pianista integram a nova etapa musical do Festival Arte Como Respiro, do Itaú Cultural (Fotos: Marília Cantuária/Divulgação e Jão Vicente/Divulgação)

O Festival Arte Como Respiro, do Itaú Cultural, recebe mais dois pernambucanos em nova etapa musical, o pianista Amaro Freitas e a cantora Uana Mahin. De hoje a domingo, sempre às 20h, serão transmitidos pocket shows no site www.itaucultural.org.br, de 15 artistas selecionados no edital lançado diante da crise que atingiu o setor cultural. Os vídeos ficam disponíveis por 24 horas.

Com apresentação amanhã, Uana Mahin traz referências do jazz à salsa, passando por elementos da música afro-brasileira. Em pé em um palco improvisado, a artista canta as músicas Sem alarde, Pra te saudar e Elekó, que fazem parte do seu primeiro disco solo, Pantera. "O show foi totalmente adaptado para formato solo, sem instrumentistas. É uma forma completamente diferente, e ao mesmo tempo é um desafio mostrar a mesma energia através das câmeras", analisa a cantora.

A gravação toda foi realizada na sua casa, com apoio de amigos designers e cinegrafistas. "Peguei uma sala grande de casa, montei uma estrutura com tecidos, tapetes… ficou parecendo palco", completa. Diante da pandemia, o recém-lançado Pantera não teve muito tempo de circulação e muitas apresentações da turnê precisaram ser canceladas. "Foi bem duro, mas ao mesmo tempo, acho que conseguimos lançar mão da tecnologia ao nosso favor, encolhendo distâncias e potencializando as lacunas. E, ao mesmo tempo, mantendo uma situação segura", frisa.

O primeiro disco da artista permeia a ancestralidade negra e feminina a partir de suas vivências e pesquisas com o universo do universo das religiões de matrizes africanas. "Falo sobre orixás, sobre as mulheres e sobre lidar constantemente com objetificação e racismo. Reforço também a relação de irmandade entre mulheres pretas, a identificação e o fortalecimento. E, de alguma maneira, fala também sobre mim", conta. Cantora e compositora desde os 17 anos, Uana %u202Finiciou sua carreira musical com o grupo Sagaranna, integrando o álbum Véu do dia. Há quatros anos, deu início ao seu projeto solo, buscando inspiração nos orixás.

O trabalho de Uana se entrelaça ao do pianista Amaro Freitas, conhecido por transpor os ritmos nordestinos, como o frevo, baião, maracatu e o maxixe para a linguagem do jazz. O artista se apresenta na sexta-feira, com três canções autorais, Trupé, Afrocatu e Batucada, as duas primeiras do disco Rasif (2018) e a última antecipando um novo projeto, previsto para 2021. "Posso dizer que o show é enérgico, onde a visceralidade está presente. Traz a força da nossa tradição nordestina, através da polirritmia", adianta Freitas.

A pandemia suspendeu a turnê de Rasif, mas a retomada já está prevista e, na sequência, o lançamento do novo álbum. Uma prévia do disco poderá ser sentida em Batucada, single que antecipa as referências do próximo projeto, um resgate da conexão com a ancestralidade. “O álbum terá temas e signos que remetem à Africa e à grandeza do povo negro, do nordestino e da nossa cultura.”
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