Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco
Digital Digital Digital Digital
Digital Digital Digital Digital
Notícia de Últimas

PANDEMIA

"Não pode um juiz decidir se você toma ou não a vacina", diz Bolsonaro

Publicado em: 26/10/2020 13:51

 (Foto: Evaristo Sá/AFP)
Foto: Evaristo Sá/AFP
O presidente Jair Bolsonaro disse, na manhã desta segunda-feira (26/10), que a Justiça não pode obrigar os brasileiros a se vacinarem contra a covid-19. De acordo com o Bolsonaro, isso é uma questão de saúde e não deveria ter sido judicializada.

Na semana passada, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o plenário da Corte julgue três ações sobre a obrigatoriedade da imunização. Os pedidos foram apresentados ao Tribunal pelos partidos PDT, Rede e PTB. Ainda não há uma data definida para a análise.

"Hoje, vou estar com o ministro (da Saúde) Pazuello para tratar desse assunto e temos uma jornada pela frente, onde parece que foi judicializada essa questão, e entendo que isso não é uma questão de Justiça, mas de saúde. Não pode um juiz decidir se você vai ou não tomar uma vacina. Isso não existe", opinou o presidente, ao falar com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada.

Durante a conversa, Bolsonaro ainda disse que o governo não vai comprar vacinas que não tenham comprovação científica. Na última semana, o presidente desautorizou um acordo assinado pelo Ministério da Saúde e o Instituto Butantan que previa a aquisição de 46 milhões de doses da Coronavac, imunizante desenvolvido pelo Butantan e o laboratório chinês Sinovac.

"Nós queremos é buscar solução para o caso. O que a gente tem que fazer aqui é não querer correr, atropelar e comprar dessa ou daquela sem nenhuma comprovação ainda. A gente aguarda, logicamente, para melhor falar sobre isso, a publicação disso numa revista científica", afirmou.

Investimento na cura
Apesar dos esforços da comunidade científica em produzir a vacina, Bolsonaro disse que seria mais fácil e barato investir na cura do novo coronavírus.

Além disso, mais uma vez, o presidente defendeu a utilização da hidroxicloroquina no combate à doença, apesar de não haver comprovação da ciência sobre a eficácia do remédio.

"Eu dou minha opinião pessoal: não é mais barato e fácil investir na cura que na vacina? Ou jogar nas duas mas também não esquecer a cura? Eu sou um exemplo. Eu tomei cloroquina, outros tomaram ivermectina outros tomaram Annita. E pelo que tudo indica todo mundo que tomou precocemente uma das três alternativas aí foi curado", observou.
Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Segundo turno em PE: João Campos é eleito prefeito do Recife
Polícia Federal caça responsáveis por tentativa de ataque ao sistema do TSE
Apesar de empate em pesquisas, João Campos confia em vitória
Marília Arraes tem agenda intensa no dia que decide a eleição no Recife
Galeria de Fotos
Grupo Diario de Pernambuco