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Ministro das Relações Exteriores da Rússia apela na ONU pela paz no Golfo Pérsico

Publicado em: 22/10/2020 19:50

 (Foto: Nicholas Robert/AFP)
Foto: Nicholas Robert/AFP
O Chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, em discurso no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), pediu uma maior colaboração da comunidade internacional para enfrentar a situação no Golfo Pérsico e a promoção de esforços em direção à paz.

O Ministro das Relações Exteriores russo também disse que ao invés de ações unilaterais, é necessário deixar de lado acusações, suspeitas e ações provocativas de qualquer parte para garantir a paz e a segurança na região.

"Temos certeza de que todos estão interessados %u200B%u200Bem uma região pacífica e previsível. As tentativas de ações unilaterais - continuamos a observá-las, estão aumentando - levam a um impasse. A prática de chantagem e ditames, demonização e acusação de apenas uma das partes é errado e perigoso", acrescentou Lavrov.

Ainda, de acordo com Lavrov, a chave para melhorar a situação na região do golfo Pérsico deve ser o esforço coletivo em construir relações de confiança com base no respeito pela soberania, independência e integridade territorial dos Estados em estrita conformidade com o direito internacional e a Carta da ONU.

A questão da segurança na região do golfo Pérsico é debatida em meio às tensões causadas pelo acordo de paz, mediado pelos Estados Unidos, no qual Israel assinou o documento com os Emirados Árabes e o Bahrein em 15 de setembro, e tem provocado a indignação na Palestina.

Com os três países formalizando uma série de acordos bilaterais, que abrangem setores como comércio, aviação, energia e pesquisa, o Irã garantiu esta semana que se encontrava pronto para responder a qualquer possível ameaça israelense contra seus interesses no golfo Pérsico. O governo de Teerã, além disso, informou que a normalização das relações diplomáticas de Israel com os Emirados Árabes Unidos e Bahrein representa uma ameaça direta à segurança de toda a região. 

As tensões cresceram no Golfo Pérsico em 2019, sobretudo por causa do impasse entre os EUA e o Irã sobre o acordo nuclear de 2015, quando Washington se retirou unilateralmente do pacto em 2018, levando Teerã a começar a reverter seus compromissos nucleares.
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