Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco
Digital Digital Digital Digital
Digital Digital Digital Digital
Notícia de Últimas

ECONOMIA

Governo pretende ampliar crédito para microempreendedores

Publicado em: 21/10/2020 21:53

 (Foto: Divulgação/ Governo Federal)
Foto: Divulgação/ Governo Federal
O Secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, e a Subsecretária de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas, Empreendedorismo e Artesanato do Ministério da Economia, Antonia Tallarida, em live desta quarta-feira (21/10), comentaram  os resultados do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). Na avaliação dos integrantes do governo, o programa tem sido importante para a retomada econômica. 

Para Carlos da Costa, o Brasil resolveu o problema de concessões de crédito melhor do que muitos outros países. “Já estamos conseguindo retornar em vários setores, principalmente aqueles que já podem abrir. E basicamente por duas razões: primeiro, pelos programas de manutenção de empregos, introduzidos por meio de algumas medidas provisórias, como a suspensão do contrato de trabalho, que permitiu que empresas mantivessem seus trabalhadores; e em segundo ponto, pelo crédito, em especial nos últimos dois meses, que alcançamos um valor muito significativo. Os programas públicos chegaram a R$ 109 bilhões, mas o que mais auxiliou empresas foi o Pronampe, que nasceu dos esforços do Executivo com o Legislativo”, explicou o secretário da pasta.

Costa contou que as demissões em massas de outros países dificultam a retomada das atividades das empresas porque, no momento de recontratação, os empresários ficam receosos. O secretário especial disse, também, que os programas devem proporcionar uma importante injeção de recursos no mercado. “Tivemos o Pronampe 1 e 2, com pouquíssimas diferenças entre eles — a maior delas foi o teto para as menores empresas terem acesso. Já no Pronampe 3, estamos negociando com empresas e Congresso, além do Banco Central, e acreditamos que vamos poder ter uma alavancagem aproximadamente 4 vezes maior”, pontuou.

Na primeira fase, o programa destinou R$ 18,7 bilhões aos empreendedores. Na etapa seguinte, o Pronampe 2 liberou R$ 14,1 bilhões. Costa afirmou ser baixa a inadimplência das empresas beneficiadas pelo crédito. Mesmo com a expectativa de quadruplicar o alcance do programa, a taxa de juros deve ser manter em um dígito. “Com a possibilidade desses recursos serem tratados com créditos tributados pelos bancos, com a ferramenta disponibilizada pelo Banco Central, acreditamos que a taxa total se manterá em um dígito. Isso será suficiente para atender totalmente a demanda existente no mercado hoje”, ressaltou.

Atualmente, os empréstimos concedidos possuem taxa de juros anual igual à da Selic, mais a soma de 1,25 ponto percentual ao ano, com um prazo de 36 meses de financiamento. Segundo Carlos da Costa, mais de 50% das empresas que tomaram empréstimos da primeira e segunda fase do programa não tinham histórico de crédito formal.

Burocracia
Subsecretária de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas, Empreendedorismo e Artesanato, Antonia Tallarida explicou que a União vai cobrir o risco de 25%. Segundo dela, esse percentual é suficiente, pois o Pronampe conseguiu beneficiar as pequenas empresas com o mínimo de burocracia. “Conversei com os empreendedores, e o ponto alto do relato deles é que o crédito estava muito desburocratizado. Aprendemos os mecanismos que precisamos mudar para melhorar o crédito para as pequenas empresas”, disse.

Costa ressaltou as características do programa de fomento às empresas. “O Pronampe é um programa permanente. O que não é permanente são os recursos destinados nessa primeira etapa, que são recursos para essa fase emergencial. Estamos discutindo sobre qual é o formato final. O formato é superimportante, senão o recurso não gira”, explicou o secretário.

O Pronampe foi instituído pela Lei n° 13.999, de 18 maio de 2020 e dá garantia para os empréstimos tomados por micro e pequenas empresas. As operações de crédito podem ser utilizadas para capital de giro ou investimentos. É um recurso disponível para adquirir equipamentos, máquinas e realizar reformas, como também para despesas operacionais, como salários, compra de mercadorias, aluguel, água e energia.

 
Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Rhaldney Santos entrevista Dr Dimas Antunes
Argentina chora perda de Maradona
Jogadores se despedem de Maradona
Rhaldney Santos entrevista Dra Amanda López, neurocirurgiã pediátrica
Galeria de Fotos
Grupo Diario de Pernambuco