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Comunidade Quatro de Outubro, em Olinda, sofre com vários problemas

Publicado em: 20/10/2020 21:53 | Atualizado em: 20/10/2020 22:46

Denúncia de esgoto a céu aberto, falta de acessibilidade, segurança e saúde, no bairro 4 de outubro, Olinda. (Foto: Sandy James / Esp. DP FOTO)
Denúncia de esgoto a céu aberto, falta de acessibilidade, segurança e saúde, no bairro 4 de outubro, Olinda. (Foto: Sandy James / Esp. DP FOTO)
O cenário é de abandono, precariedade e falta de recursos públicos básicos como o tratamento de esgoto, calçamento público e acesso à saúde, tudo isso descreve um pouco da realidade enfrentada pelos moradores da comunidade Quatro de Outubro, no bairro de Ouro Preto, em Olinda, Região metropolitana do Recife. A principal via pública que corta a comunidade não é asfaltada, a Rua Nestor Barbosa de Lima, foi pavimentada, em partes, pela própria comunidade que vendo os problemas crescerem também criaram as bocas de lobo para o esgoto não escorrer a céu aberto.

A poucos metros do Terminal Integrado da PE-15 e quase que nas margens da rodovia estadual PE-15, uma das principais vias de mobilidade do Grande Recife, a comunidade parece ser invisível. A única via pavimentada é a ladeira que tem o mesmo nome da comunidade, a avenida Quatro de Outubro. Acidentes com idosos não são raros, quando chove, as ruas que são feitas de pedras e barro, parecem derreter em meio à água, dizem o relato dos moradores.

O morador da região Renato Júnior, 23 anos, contou que as escadarias que a comunidade dispõe hoje, foram feitas coletivamente pelos próprios moradores. A iluminação pública também é precária tem alguns lugares que ela não existe, segundo os moradores o acesso fica difícil à noite. Alguns chegaram a escorregar entre o barro, o mato e as pedras. "Para eu chegar até a parada, para ir para o trabalho, tenho que passar por uma ladeira que é calçada, mas logo no começo dela estourou um cano de água que estava acabando com a escadaria", disse o morador da localidade Renato.

"Quando chove aqui sofremos muito. A água quando desce abre uma cratera nas ruas. Minha mãe já chegou a cair e ficou com o joelho inchado, eu também já caí, mas consegui me apoiar em um muro, felizmente só tive arranhões”, completou Renato. A prefeitura disse que sobre o problema do corredor urbano e também sobre os pontos de extravasamento de esgoto, irá enviar uma equipe da Secretaria de Infraestrutura de Olinda para realizar uma inspeção na área, identificando a necessidade de reparo. Até o fechamento desta reportagem nenhuma equipe da prefeitura tinha se dirigido ao local.

Os moradores da região também sentem falta de um posto de saúde que atenda às demandas da comunidade, até o momento, eles se deslocam até postos de saúde em comunidades vizinhas, como Santa Rita ou na unidade de Saúde de Ouro Preto, que mesmo juntas não dão conta da demanda.

“O município de Olinda esclarece que o formato nacional, preceituado pelo Ministério da Saúde, observa a área de abrangência na comunidade, respeitando o endereço cadastrado pelas equipes de Saúde da Família, cabendo o atendimento no equipamento que melhor atenda a demanda”, esclareceu a prefeitura do município sobre o problema dos moradores.

Além dos problemas com a saúde pública, existem também os problemas relacionados à mobilidade das pessoas, a cada rua e esquina que a reportagem do Diario de Pernambuco passou. As três escadarias que a comunidade possui foram feitas pelos próprios moradores. "A única coisa que a prefeitura faz por nós é a coleta de lixo. A gente tem que se virar com que nós temos, para resolver os outros problemas", disse Lin Herminio, 64 , aposentado. Os moradores também sente falta de uma unidade escolar municipal e uma creche que fique perto da comunidade.

Segundo Lin, que vive no local há mais de 35 anos, a última obra que a prefeitura de Olinda fez na localidade foi na gestão do ex-prefeito Germano Coelho, que foi prefeito de Olinda entre 1977 a 1980 e, posteriormente, entre 1993 e 1996. Nessa época foi quando a Avenida Quatro de Outubro, a ladeira da comunidade, foi pavimentada. O morador também contou que já teve a casa assaltada três vezes.

A segurança pública no local também é precária. No entorno já houve um homicídio dentro de uma estação da Compesa que funciona dentro da comunidade, no mesmo local ainda há tráfico de drogas. A falta de um posto policial na comunidade faz com que os moradores se sintam vulneráveis, pela madrugada, as rondas policiais começaram só após o homicídio.

Quando questionada sobre a situação da unidade operacional, Reservatório do Peludo, que funciona dentro a comunidade, a Compesa informou que o reservatório conta com a presença de um operador, cabendo à questão de segurança pública para o município.Já o município falou que o segmento de segurança pública é administrado pelo Governo do Estado, por meio da Polícia Militar.

A unidade também é responsável pelo abastecimento do bairro de Ouro Preto e parte da Cidade Tabajara. Segundo a Compesa o período de distribuição de água é de 1 dia com água para quatro dias sem, conforme calendário instituído para esta localidade. Os moradores informaram que recebem água a cada cinco dias, muitas famílias sofrem por não ter onde armazenar a água. A empresa também informou que ainda não opera na rede coletora de esgoto nessa localidade, mas que “a área será contemplada com obras de esgotamento sanitário, previstas no Programa Cidade Saneada, a Parceria Público Privada do Saneamento, que prevê investimentos para 15 municípios da Região Metropolitana do Recife”, informou a Compesa.
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