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Poços irregulares: Candidato em eleição do Crea-PE alerta para risco de 'afundamento' do Recife

Publicado em: 29/09/2020 20:44 | Atualizado em: 29/09/2020 21:21

O engenheiro geólogo Waldir Duarte Costa Filho é mestre em recursos hídricos subterrâneos. (Foto: Leandro de Santana/Esp.DP)
O engenheiro geólogo Waldir Duarte Costa Filho é mestre em recursos hídricos subterrâneos. (Foto: Leandro de Santana/Esp.DP)
A perfuração desenfreada de poços em algumas cidades do estado de Pernambuco, como bairro de Boa Viagem, no Recife, sobretudo no final da década de 1990, devido à maior crise no abastecimento de água na Região Metropolitana do Recife, tem consequências sentidas até hoje. Essa multiplicação de intervenções do homem no solo - milhares de poços clandestinos foram construídos - comprometeu os mananciais subterrâneos, que baixaram de forma alarmante o nível da água no aquífero, onde chegou a mais de 100 metros de profundidade.

Desde 1998, está proibida a perfuração de novos poços no bairro para conter o rebaixamento e controlar a vazão. O engenheiro geólogo Waldir Duarte Costa Filho, mestre em recursos hídricos subterrâneos, alerta para o risco de subsidência - "afundamento" do solo da região, caso poços clandestinos sejam feitos ou haja um déficit na fiscalização para evitar que leigos atuem nesse segmento.

"Perfurar um poço, não é só cavar um buraco. Um poço mal construído pode levar sua construção abaixo. Ou seja, não é só a perda financeira. A pessoa que busca uma solução desse tipo, mas feita por um leigo e sem capacitação, está colocando em risco as vidas de seus familiares e de outros vizinhos. É um enorme risco para todos. Por isso, cobramos bastante desse assunto", destaca Waldir, que participou de um primeiro estudo de zoneamento, em 1998, que tratou do assunto.

Esse é apenas mais uma dos pontos que Waldir vem comentando em sua campanha à presidência do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE), que acontece nesta quinta-feira (1º). A preocupação com o lado do profissional dos engenheiros está somada à questão do crescimento ordenado das zonas urbanas, com um olhar acentuado para atenuar os problemas sociais, que se refletem várias vezes com edificações sem qualquer condição digna de moradia. Inclusive, umas das 33 propostas encampadas por Waldir é a implantação do Projeto Engenharia Social, que pretende ajudar os profissionais locais a captar recursos federais que ajudem a tirar propostas do papel e assim beneficiar não apenas os profissionais, mas a sociedade menos favorecida.

A ideia de Waldir é avançar no que foi realizado no Crea nos últimos anos, com intuito de democratizar os serviços da instituição para a categoria. A chapa também é composta por Roberta Menezes, que concorre para a Mútua – a Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea – e André Lopes, para diretor de Administração do Mútua. Entre as propostas da chapa está a criação de um banco de talentos para otimizar o processo de contratação de profissionais. “Vamos promover, tanto no site quanto nas mídias sociais, um espaço onde as empresas de engenharia poderão ofertar suas vagas de emprego. O banco de talentos será para os profissionais que estão desempregados poderem disponibilizar as suas habilidades”, explica Waldir.

Uma das demandas que o grupo pretende atender na nova gestão do Conselho é a fiscalização – por meio de acionamento do Ministério Público e da Justiça – do pagamento do piso salarial da categoria, que é de oito salários mínimos e meio para uma carga horária de oito horas de trabalho e de seis salários para seis horas de trabalho. “A chapa tem como uma das metas o essencial, que é a sobrevivência do profissional”, enfatiza. 

Pandemia

Diante dos desafios impostos pela crise sanitária da Covid-19, Waldir garantiu que o Crea-PE vai estimular engenheiros para atuarem no desenvolvimento da construção civil no cenário pós-pandemia, principalmente a partir do próximo ano. “Isso seria por meio de ações que facilitem o trabalho do engenheiro, principalmente em relação ao jovem profissional. Além da criação de startups, que queremos fomentar junto ao Sebrae e ao Porto Digital. Essa ideia surgiu porque vimos, na pandemia, muitas iniciativas principalmente nas áreas de engenharia mecânica, com pessoas criando coisas como drones para monitoramento. Tudo isso foi estimulado na pandemia e queremos incentivar. A parceria com o Sebrae já existe e queremos aumentar, trazendo o Porto Digital para junto”, esclarece.  

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