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Críticas à gestão do PT e PSB e defesa a Bolsonaro marcam primeiro debate no Recife

Publicado em: 29/09/2020 08:00 | Atualizado em: 29/09/2020 14:20

Em mais duas horas de debate, os 11 candidatos a prefeito do Recife tiveram a oportunidade de falar, ontem, sobre os principais problemas que afetam a população da cidade, no primeiro debate da eleição de 2020. A iniciativa partiu da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e aconteceu virtualmente. Os candidatos responderam questões formuladas por estudantes e especialistas, apresentaram propostas, mas também teve espaço para críticas às gestões do PSB e ao PT em relação à administração do Recife e defesa ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Logo no início do debate, que foi mediado pela professora de Administração Pública da UFPE, Bruna Granja, o candidato do PCO, Victor Assis, afirmou que um complô da "direita golpista" teria ocorrido para impedir a participação dele no debate por ele defender o "fora Bolsonaro". Ele acusou os candidatos Mendonça Filho (DEM), Alberto Feitosa (PSC) e Marco Aurélio (PRTB), de promover tal movimentação. As palavras dele provocou um mal-estar com Mendonça, que reagiu dizendo ter sido desrespeitado, mas a situação foi logo contornada por Bruna Granja.

A partir daí, a discussão continuou com os candidatos sendo questionados sobre saúde, mobilidade, saneamento básico, educação, transporte, segurança, entre outros problemas. Mendonça Filho, por exemplo, criticou a falta de investimento no transporte público e, segundo ele, o descaso da atual gestão com os moradores das periferias. "Foram muitas promessas do PSB, mas, infelizmente, o que existe é um desalento da população", destacou o democrata.

João Campos e Charbel Mouron, seguindo a organização do debate, falaram sobre a questão do saneamento básico. Charbel voltou a defender a privatização do setor que, na avaliação dele, é a forma de resolver o problema, pela falta de recursos do município. "É preciso contratar quem tem (recursos), que é a iniciativa privada, para oferecer as pessoas, saneamento, esgoto e água tratada. Esse é o nosso compromisso". 
Já João Campos defendeu a política implementada pelo governo do PSB no setor e prometeu criar um escritório em uma parceira da prefeitura com as universidades da cidade. "Vamos elaborar um pacote de projetos, junto com alunos e professores. Poderemos fazer projeto para uma rua vizinha à universidade que não tenha saneamento. Isso vai criar uma proximidade entre a gestão e a universidade", disse.

Marília Arraes, ao falar sobre o trânsito, afirmou que a política municipal precisa ser redefinida na área de mobilidade.  "Precisamos deixar de priorizar o carro e valorizar o que é mais utilizado pela maioria, que é o transporte coletivo", salientou, prometendo criar um fundo municipal destinado ao setor.

A delegada Patrícia Domingos, além de outros temas, destacou em uma das suas abordagens as operações da Polícia Federal para investigar desvio de recursos na Prefeitura do Recife. "Está sendo investigado o desvio de R$ 150 milhões, recursos que, se investidos na saúde, poderia ter salvado muitas vidas", comentou. Os candidatos também falaram sobre os investimentos da prefeitura em propaganda, meio ambiente e inovação tecnológica.

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