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EMPREENDEDORISMO

Um hábito que virou negócio

Publicado em: 04/08/2020 18:38

Rebecka Gurgel (esquerda) e Rafaela Manghi já possuem centenas de clientes fidelizados. (Foto: Fernando Manghi)
Rebecka Gurgel (esquerda) e Rafaela Manghi já possuem centenas de clientes fidelizados. (Foto: Fernando Manghi)
Reinvenção é a palavra do momento quando se conjugam as palavras negócios e pandemia. Para alguns, entretanto, a mais apropriada é início. O isolamento caseiro e o uso ainda mais frequente das mídias sociais como forma de interagir com outras pessoas, mostrando seu cotidiano, residência e hábitos foi o gatilho para o começo de um novo empreendimento para duas pernambucanas. Há menos de um mês, elas criaram o Comemore Mesa Posta, para vendas de itens como porta-guardanapos, louças e afins. Desde então, o negócio já possui uma centena de clientes fidelizados.  

A designer de interiores Rebecka Gurgel e a publicitária Rafaela Manghi são cunhadas e sempre foram apaixonadas pelo hábito das mesas postas. “Com a pandemia e mais tempo em casa imergimos ainda mais nesta prática. Postávamos no Instagram, as pessoas perguntavam onde comprávamos os itens, nos pediam ajuda. Daí, vimos uma ótima oportunidade para empreender neste universo”, conta Rebecka.

A iniciativa vem dando tão certo que o investimento inicial de R$ 18 mil já foi recuperado. “Se fôssemos atuar apenas com jogo americano, porta-guardanapo, guardanapo de pano e afins teria sido um investimento menor, mas as pessoas também queriam as louças, então precisamos buscar isto também”, relata. Com menos de um mês de mercado, desde o dia 25 de junho, a dupla já possui cerca de 100 clientes fidelizados com histórico de compras diversas.

A produção de Rebecka e Rafaela é própria, em um espaço físico exclusivamente destinado a isto. Os modelos são criados a partir de inspirações internacionais e as estampas, trazidas de fora do estado, em breve também serão criadas por elas. Uma criação da dupla, e que elas definem como pioneira no estado, são os jogos americanos em tie dye. “Em todo o Brasil, acredito que apenas duas pessoas o façam. Aqui, apenas nós”, afirma Rebecka. As louças, que costumam ser trazidas da cidade Porto Ferreira, em São Paulo, tem se esgotado tão logo chegam, com a próxima remessa agendada para agosto. É do mesmo local onde elas também importam tecidos. Por enquanto, as peças são vendidas via Instagram, mas os planos incluem a elaboração de um site e o surgimento de um espaço físico para comercialização.

Sobre o futuro, as empresárias também pretendem vender mais peças de acervo de louça como talheres, itens decorativos para mesas, jarrinhos. “Para isso, precisamos ver catálogos, fazer pedidos. Temos planos, também, de iniciar uma consultoria indo na casa das pessoas com o acervo e montar a mesa. Até porque muitas não querem ficar com as peças, não têm onde guardar. É algo a ser feito mais para a frente, afinal estamos com grande demanda, ganhando o mercado aos poucos, mas mais rápido do que imaginávamos. Então, queremos primeiro viver este processo, sem atropelar as coisas”, continua Rebecka.

A respeito do público do Comemore, a sócia Rafaela explica que costuma ser muito de recém-casados ou pessoas que gostam de receber em casa. “Antes, não tínhamos tanto tempo para o almoço com filho, marido, enfim. O lado bom dessa pandemia, apesar de tudo o ela trouxe de ruim, foi aprender a valorizar estes momentos. E o estar na mesa é um momento de comunhão, do olho no olho, conversar e de se curtir”, finaliza.

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