Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco
Digital Digital Digital Digital
Digital Digital Digital Digital
Notícia de Últimas

Infraestrutura

Porto do Recife não armazena carga de nitrato de amônia. Produto segue para as distribuidoras

Publicado em: 05/08/2020 16:59 | Atualizado em: 05/08/2020 18:35

 (Foto: Rafael Medeiros/divulgação
)
Foto: Rafael Medeiros/divulgação
A explosão que aconteceu no Líbano, nesta terça-feira (4), acendeu um alerta em outras áreas próximas a zonas portuárias. De acordo com o presidente do país, Michel Aoun, uma substância chamada nitrato de amônia, usada como fertilizante e em materiais explosivos, é suspeita de ter causado a tragédia que vitimou 100 pessoas e deixou milhares de feridos em Beirute. No Porto do Recife, a última carga de nitrato de amônia desembarcou na costa pernambucana  em janeiro de 2019. Um total de 5 mil toneladas. O Porto do Recife não faz esse tipo de armazenamento e toda a operação de logística com supervisão do Exército sai do navio direto para a distribuidora. No Complexo Portuário de Suape, localizado no Litoral Sul do estado de Pernambuco, ainda não houve entrada deste material, mas há diversos tipos de Granéis Líquidos, como combustíveis, petróleo e gbucana ases, que são inflamáveis e exigem da gestão o desenho de diversos cenários emergenciais.  
 
“O Complexo Industrial Portuário de Suape mantém uma série de requisitos, normas e medidas de segurança, para evitar a ocorrência de acidentes e proteger toda a comunidade portuária local. Desde quando concebido, na década de 70, o Estado optou pelo território porque, além de águas profundas e extensa área verde, ele é afastado dos centros urbanos, onde há uma grande densidade populacional, o que reduz o risco de acidentes. Também por uma questão de segurança, o Plano Diretor de Suape não contempla moradias no entorno do porto (como acontece no Porto de Beirute), daí a rigorosa fiscalização de ocupações para impedir a consolidação de comunidades na área do porto ser tão necessária”, diz a nota oficial enviada ao Diario de Pernambuco. 

Ainda de acordo com a assessoria do Complexo, Suape passa, anualmente, por três simulados de respostas. Eles são o Plano de Controle de Emergência, o Plano de Ajuda Mútua e o Plano de Emergência Individual, que visam antever cenários de possíveis acidentes. O primeiro se trata de um conjunto de medidas que estabelecem responsabilidades setoriais e ações que devem ser tomadas imediatamente após um incidente. Ele aborda quais os recursos humanos, materiais e equipamentos adequados à prevenção, controle e combate a emergências nas instalações portuárias gerenciadas diretamente pelo Porto de Suape. 

O Plano de Ajuda Mútua tem como objetivo a prevenção, controle e mitigação de cenários emergenciais que possam ocorrer nas 21 empresas do porto organizado ou em áreas adversas.  É instituído pela Norma Regulamentadora nº29 e pela Lei Estadual Nº 14.919, de 8 de março de 2013, e acontece em parceria com o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil, o SAMU, a CPRH e outros órgãos de proteção ambiental. O último, protocolado na Agência Estadual de Meio Ambiente – CPRH e no Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis - IBAMA, diz respeito às informações e descrições dos procedimentos de resposta diante de um incidente envolvendo derramamento de óleo e derivados no mar e apresenta 76 cenários acidentais a totalidade de hipóteses para a ocorrência de incidentes envolvendo operações portuárias. O conteúdo mínimo do PEI deve contemplar: identificação da instalação; cenários acidentais; informações e procedimentos de resposta ao acidente; mapas, cartas náuticas e plantas. 

“Em casos de acidentes, o Porto de Suape também conta com uma rota de fuga onde a principal finalidade é proporcionar evasão rápida de pessoas no porto em caso de acidentes de grande proporção. A rota possui 197 metros de extensão e vai da empresa Termope até a Bunge Alimentos. Com esse acesso, também é possível acessar de forma mais rápida e eficiente qualquer recurso humano e material necessários para combater a emergência”, diz a nota. 
 
Emergências envolvendo derramamento de óleo e derivados podem ser encaminhadas para o Centro de Prontidão Base Mar, que funciona 24 horas por dia. O equipamento está localizado no Cais 0, dentro da área conhecida como porto interno e próxima à Torre de Controle. De acordo com o Porto de Suape, as respostas das ações de contingência em caso de derramamento de óleo ou outras substâncias nocivas no mar passaram de 15 para 10 minutos. Nos próximos dias, Suape irá inaugurar também um Centro de Prontidão Base Terra. 
Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Pantanal: o pior incêndio da história
Resumo da semana: escolas seguem fechadas, incêndio no Pantanal e mais leitos de UTI pediátrica
Enem para todos com professor Fernandinho Beltrão #Aulão: tudo sobre botânica
Rhaldney Santos entrevista a oftalmologista Larissa Ventura
Galeria de Fotos
Grupo Diario de Pernambuco