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PROGRAMAÇÃO

Semana do Patrimônio da Fundaj terá debates, exposições e lançamentos virtuais

Publicado em: 14/08/2020 16:48

Aloisio Magalhães é o homenageado do evento (Foto: Acervo Aloisio Magalhães/Reprodução)
Aloisio Magalhães é o homenageado do evento (Foto: Acervo Aloisio Magalhães/Reprodução)

A Semana do Patrimônio da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) será realizada entre os dias 17 e 19 de agosto, com transmissão no canal da instituição no YouTube. O evento contará com participação de personalidades, exposições virtuais e lançamentos de livros. O artista plástico e designer pernambucano Aloísio Magalhães (1927-1982) será o homenageado da edição por suas contribuições para a formatação de políticas públicas de preservação dos bens culturais do Brasil. Confira a programação completa no final da matéria.

"Parte de seu acervo pode ser encontrado na Fundação, como os estudos que realizou para desenvolver marcas que até hoje povoam o imaginário do País. Temos o orgulho de salvaguardar, dentre tantas, sua última produção: o álbum de litogravuras de Olinda", diz o presidente da Fundaj, Antônio Campos. As paisagens registradas pelo artista fizeram parte do dossiê que levou para Paris, em 1982, quando pretendia convencer a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) que a cidade deveria receber o título de Patrimônio Cultural da Humanidade.

Ele faleceu em Pádua, na Itália, quando estava sendo empossado presidente da reunião dos Ministros da Cultura dos Países Latinos. “A sua intenção foi bem-sucedida e Olinda foi reconhecida pelo seu valioso patrimônio em pedra e cal, e da cultura de seu povo”, ressalta Campos, que abrirá a programação ao lado da superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/PE), Renata Borba, do secretário Estadual de Cultura, Gilberto Freyre Neto, e da gerente-geral de Preservação do Patrimônio Cultural da Fundarpe, Célia Campos.

Com o tema Reflexões e práticas em torno do Patrimônio, um Seminário recebe nomes como Joaquim Falcão, membro da Academia Brasileira de Letras e professor titular da FGV, que era amigo do homenageado; e os designers Gisela Abad e Joaquim Redig, que também conviveram com Aloisio. A historiadora Kátia Bogéa, ex-presidente do Iphan, e Clarice Magalhães, filha do homenageado, também estarão entre os convidados.

"Temos de cuidar sempre em fazer o melhor trabalho e oferecer ao público uma programação de alto nível. A seleção de bons nomes e o cuidado com as exposições e os lançamentos de livros são partes disso", comenta o diretor de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca) da Fundaj, Mario Helio. Ele acrescenta que vale a pena destacar as três exposições virtuais e a oficina de Cartemas, todas com temáticas sobre Aloisio Magalhães, além dos lançamentos de dois livros pela Editora Massangana.

Lançamentos Massangana  
 (Foto: Fundaj/Divulgação)
Foto: Fundaj/Divulgação


A memória de prédios já extintos e modificados do Recife será eternizado em livro. No dia 18, às 11h30, dentro da programação da Semana do Patrimônio da Fundação Joaquim Nabuco, a Editora Massangana lança o livro Historicismos na arquitetura dos subúrbios recifenses - um recorte da Coleção Ecletismo. A publicação é fruto de uma grande pesquisa, chamada O Ecletismo na Arquitetura Residencial do Recife (1840-1940) realizada na década de 1980 pela Fundação. Trabalho que resultou em um rico acervo fotográfico sob a guarda do Cehibra. Produzido pelo historiador Rodrigo Cantarelli, o exemplar reúne imagens deste acervo. 

Já no dia 19, às 10h, será a vez de conhecer o homem do Nordeste por meio da sua alimentação. O livro Nordeste: Identidade Comestível resultou de uma pesquisa do Museu do Homem do Nordeste (Muhne), sob orientação da antropóloga Ciema Mello, realizada pelo jornalista e antropólogo Bruno Albertim, com fotografias de Emiliano Dantas. Para a pesquisa, foram percorridos 11.560 quilômetros pelos estados da Região. Em edição da Editora Massangana, com 500 páginas divididas em dois volumes, o jornalista apresenta narrativas antropológicas sobre a relação da comida com a identidade. 

Exposições
Litogravuras da Cidade Alta de Olinda (Foto: Aloísio Magalhães/Reprodução)
Litogravuras da Cidade Alta de Olinda (Foto: Aloísio Magalhães/Reprodução)


Três exposições virtuais e uma oficina de cartemas serão realizadas dentro da  programação da Semana do Patrimônio da Fundação, todas com temáticas sobre o designer homenageado. A mostra “Presença de Aloisio - Um artista a serviço do patrimônio Cultural” tem curadoria de Henrique Cruz. Será no dia 17, às 12h, e trará a trajetória do designer pernambucano por meio de suas obras presentes nas coleções do acervo do Cehibra.

Neste mesmo dia, às 15h, acontece a oficina “Cartemas, criação e composição”, realizada por Edna Silva, coordenadora de Ações Educativas e Comunitárias, Antônio Carlos Montenegro, coordenador de Exposições e Difusão Cultural e Emerson Pontes, artista plástico e educador, todos do Muhne. Já às 16h, será exibida a mostra  “Olinda viaja a Paris - O Álbum Olinda de Litogravuras”, com curadoria de Antônio Carlos Montenegro. No dia 18, às 16h, o coordenador-geral do Muhne, Frederico Almeida, apresentará a exposição “Patrimônio imaterial: a consolidação das referências culturais brasileiras no Nordeste”, de sua autoria. 

Semana do Patrimônio da Fundação Joaquim Nabuco
17 a 19 de 2020
Tema - “Reflexões e práticas em torno do Patrimônio”

Programação

17 de agosto 
10h – Mesa de abertura
Célia Campos, gerente-geral de Preservação do Patrimônio Cultural da Fundarpe.
Gilberto Freyre Neto, secretário Estadual de Cultura.
Renata Borba, superintendente do Iphan/PE
Antônio Campos, presidente da Fundaj.

10h25 – A Semana do Patrimônio e a homenagem a Aloisio Magalhães
 Mario Helio, diretor de Memória, Educação, Cultura e Arte da Fundaj.

10h30 – Diálogo sobre Aloísio Magalhães
Joaquim Falcão, membro da Academia Brasileira de Letras e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), mestre em Direito pela Universidade Harvard e doutor em Educação pela Universidade de Genebra, dialoga com Mario Helio.

11h15 – A presença de Aloisio Magalhães no acervo da Fundação Joaquim Nabuco. 
Bety Lacerda, coordenadora-geral do Centro de Documentação e de Estudos da História Brasileira Rodrigo Mello Franco (Cehibra), da Fundaj.
Clarice Magalhães, produtora cultural e representante da família Aloisio Magalhães.

12h-  Exposição virtual Presença de Aloisio - Um artista a serviço do Patrimônio Cultural
Curadoria de Henrique Cruz, museólogo da Fundaj e mestre em Museologia e patrimônio pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).

14h Aloisio Magalhães: Designer
Gisela Abad, designer, com mestrado pela Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi).
Joaquim Redig, designer, com mestrado e doutorado pela Esdi.

15h – Oficina Cartemas, criação e composição
Edna Silva, coordenadora de Ações Educativas e Comunitária do Museu do Homem do Nordeste (Muhne), Antônio Carlos Montenegro, coordenador de Exposições e Difusão Cultural do Muhne e Emerson Pontes, artista plástico e educador do Muhne.

16h - Exposição virtual Olinda viaja a Paris - O Álbum Olinda de Litogravuras
Curadoria de Antônio Carlos Montenegro, coordenador de Exposições e Difusão Cultural do Muhne.

18 de agosto

10h – Conferência Ideias e práticas sobre o patrimônio em diferentes culturas.
Kátia Bogéa, especialista em Historiografia Brasileira, ex-presidente do Iphan. 

10h30 – Debate “Casa Forte, Poço da Panela, o Campus Gilberto Freyre da Fundação Joaquim Nabuco e outros temas sensíveis do patrimônio no Recife.” Rodrigo Cantarelli, servidor da Fundaj, mestre em Museologia e Patrimônio pela Unirio e doutor em História pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
José Luiz Mota Menezes, arquiteto, historiador, professor da UFPE e duas vezes presidente do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano. 

11h30 – Lançamento do “Catálogo Historicismos na arquitetura dos subúrbios recifenses: um recorte da Coleção Ecletismo.”
Rodrigo Cantarelli.
Edja Trigueiro, professora titular da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), mestra em História pela UFPE e doutora pela Bartlett- UCL, Universidade de Londres.

14h – Debate: Patrimônio imaterial – o que é, onde está, para que serve.
Hermano Guanais e Queiroz, diretor do Departamento do Patrimônio Imaterial do Iphan, graduado em Direito pela Universidade Salvado (Unifacs/BA) e mestre em Preservação do Patrimônio Cultural pelo Iphan.
 
Maria Cecília Londres Fonseca, licenciada em Letras, mestra em Teoria da Literatura, doutora em Sociologia, coordenadora de projetos na Fundação Nacional Pró-Memória, membro do Grupo de Trabalho do Patrimônio Imaterial, representante do Brasil junto à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) na elaboração da Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, Membro do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural  do Iphan.

15h – Debate: Patrimônio material e imaterial - passado-presente-futuro – como campos de tensão
Lia Motta, arquiteta e urbanista pela UFRJ, especialista em Conservação e Restauração de Sítios e Monumentos pela Universidade Federal da Bahia, mestra em Memória Social pela Unirio e doutora em Urbanismo UFRJ

Célia Corsino, museóloga, com especialização em Administração de Projetos Culturais pela FGV e Metodologia do Ensino Superior pelas Faculdades Estácio de Sá. Ex-diretora do Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan.

16h – Exposição virtual Patrimônio imaterial: a consolidação das referências culturais brasileiras no Nordeste.
Curadoria de Frederico Almeida, coordenador-geral do Muhne.

19 de agosto
10h – Lançamento do livro Nordeste: Identidade Comestível
Apresentação por Ciema Silva de Melo, coordenadora da pesquisa que resultou nesse livro, servidora da Fundaj, mestra e doutora em Antropologia pela UFPE.
Participação de Laurindo Ferreira, diretor de Redação do Jornal do Commercio – 
Depoimentos de entrevistados para o livro
Mana Asfora, que produz o tradicional bolo de noiva pernambucano.
Marieta Santos, de São Cristovão, Sergipe, produz tradicional queijadinha.
Dona Gertrudes, de Caicó, Rio Grande do Norte, produtora de queijo.

1030h –  Etnogastronomia do Nordeste: uma ideia realizada em livro
Ciema Silva de Melo
Bruno Albertim, jornalista, autor da pesquisa/reportagem e do livro Nordeste: Identidade Comestível.
Emiliano Dantas, fotógrafo desde 1998, pós-graduado em Antropologia pela UFPE, realizou a fotografia do livro Nordeste: Identidade Comestível.
Maria Lectícia Cavalcanti, escritora, imortal da Academia Pernambucana de Letras, pesquisadora gastronômica.
Silvana Araújo, servidora da Fundaj, mestra em Gestão Pública para o Desenvolvimento do Nordeste pela UFPE.
Elizabeth Mattos, coordenadora de Projetos e Processos da Fundaj.  

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