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ACORDO HISTÓRICO

Israel e Emirados Árabes estabelecem relações diplomáticas após mediação dos EUA

Por: AFP

Publicado em: 13/08/2020 16:00 | Atualizado em: 13/08/2020 16:33

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em entrevista coletiva em Jerusalém.  (Foto: Abir SULTAN / POOL / AFP

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O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em entrevista coletiva em Jerusalém. (Foto: Abir SULTAN / POOL / AFP )

Israel e Emirados Árabes anunciaram nesta quinta-feira um acordo, com mediação dos Estados Unidos, para normalizar suas relações. A decisão, anunciada em primeira mão pelo presidente dos EUA, Donald Trump, fará com que Israel interrompa seu plano de anexar grandes partes da Cisjordânia ocupada. "ENORME avanço", tuitou Trump. 


Estabelecer laços diplomáticos entre Israel e os aliados de Washington no Oriente Médio, incluindo as ricas monarquias conservadoras do Golfo, é um objetivo fundamental da estratégia regional de Trump para conter o Irã, que também é um arquiinimigo de Israel.


O acordo tornaria os Emirados Árabes Unidos o terceiro país árabe com o qual Israel mantém relações diplomáticas depois dos acordos de paz com Egito e Jordânia.

O anúncio marca uma importante conquista de política externa para Trump, que se encaminha para uma difícil campanha pela reeleição em novembro.


O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu disse que se trata de um "dia histórico" e que o acordo marca "uma nova era nas relações entre Israel e o mundo árabe". Israel concordou em "suspender a anexação de territórios palestinos" sob o plano de normalizar as relações, o príncipe herdeiro de Abu Dhabi tuitou após a bomba de Trump.

Netanhyahu, entretanto, afirmou que a anexação de terras da Cijordânia "foi adiada", mas que "não se renunciou a ela". O polêmico plano Trump, revelado em janeiro e fortemente contestado pelos palestinos, ofereceu um caminho para Israel anexar territórios e assentamentos judeus na Cisjordânia, comunidades consideradas ilegais segundo o direito internacional.

"Durante uma ligação com o presidente Trump e o primeiro-ministro Netanyahu, um acordo foi alcançado para impedir a anexação israelense de territórios palestinos", escreveu o xeque Mohammed bin Zayed Al-Nahyan em sua conta no Twitter.


No entanto, o grupo islâmico palestino Hamas, que comanda a costa da Faixa de Gaza, rapidamente expressou que o acordo "não serve à causa palestina". 

 

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