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SAGA

Em Roraima, professor percorre 30 km e atravessa igarapé para entregar atividades aos alunos

Publicado em: 06/08/2020 18:15

Telmo Reibeiro é um dos professores que enfrentam desafios para educar alunos  (Foto: Reprodução/Instagram/Glycya)
Telmo Reibeiro é um dos professores que enfrentam desafios para educar alunos (Foto: Reprodução/Instagram/Glycya)


Professores são exemplos de profissionais que movem "mundos e fundos" para atender à sua missão de educar. No Brasil, os educadores costumam enfrentar desafios ainda maiores, em relação a outros países, devidos à precariedade e à desvalorização do sistema público de educação. Em meio à pandemia então, esses desafios se tornaram mais complicados, uma vez que os estudantes estão afastados de toda a estrutura escolar. 

Em Roraima, professores vem ultrapassando limites para conseguirem entregar atividades aos seus alunos indígenas. Telmo Reibeiro, de 48 anos, descreve a saga que precisa enfrentar, junto a mais cinco colegas de profissão, para continuar levando conhecimento aos estudantes.

A cada 15 dias, ele percorre cerca de 30 Km para imprimir as atividades dos alunos. Isso porque na escola não tem impressora e a mais próxima da comunidade fica na região do Lago Caracaranã. O trajeto leva duas horas e é feito de moto, bicicleta e a pé, em meio a igarapés cheios, estradas de chão inundadas e falta de barco, mas com muita vontade de levar educação ao próprio povo. As informações são do portal G1.
 
 (Foto: Reprodução/Instagram/Glycya)
Foto: Reprodução/Instagram/Glycya


"Tem sido um desafio e um desgaste físico. Mas, estamos fazendo nossa parte como educadores, tentando levar aquilo que temos como missão, que é estar preocupado com o ensino e aprendizado das nossas crianças e jovens", conta Thelmo em entrevista ao G1. "O povo sofre. Nós estamos em 2020, mas dá a impressão que esses lugares estão parados em 1980. Mas, se nós não fizermos pelo nosso povo, as pessoas de fora não vão vir fazer, pelos desafios que enfrentamos", lamenta.

"Para imprimir as atividades a gente vai de moto até o igarapé cheio. Chegando lá tem que procurar um meio para atravessar sem molhar o material dos alunos. Do outro lado, pega a bicicleta, depois larga e vai caminhando pela estrada submersa pela água. Ainda corremos risco com animais como jacarés e cobras", revelou o professor. 

Os seis educadores são os responsáveis por levar as atividades a 88 alunos da escola indígena Presidente Afonso Pena, localizada na comunidade Matri, em Normandia, ao Norte do estado. O centro de ensino atende crianças e adolescentes indígenas de outras três regiões dentro da reserva Raposa Serra do Sol.
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