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É preciso que se fortaleça uma candidatura de oposição em Jaboatão, diz Adelson Veras

Publicado em: 10/08/2020 19:02

Adelson Veras (PRTB) (Foto: Reprodução / Facebook)
Adelson Veras (PRTB) (Foto: Reprodução / Facebook)
O blogueiro Adelson Veras (PRTB), pré-candidato a prefeito de Jaboatão dos Guararapes, foi entrevistado nesta segunda-feira (10) na Rádio Clube 720 AM. Ele foi o primeiro da série de entrevistas com os pré-candidatos do município, na parceria entre a rádio e a editoria de Política do Diario de Pernambuco. Na conversa, Veras defendeu que, das 10 pré-candidaturas de oposição ao prefeito Anderson Ferreira (PL) postas, pelo menos cinco saiam de cena e se unam em torno de um nome só.

“Coloquei que se tem 10 candidatos, se a gente lançar uma candidatura com quatro, cinco ou seis partidos, esses abrindo mão de uma candidatura em torno de um só nome, então ainda ficariam umas três ou quatro candidaturas do campo oposicionista. Essa estratégia seria fundamental para que a gente desse força a uma candidatura nesses seis partidos. Porém, teria que ser uma candidatura de um político com história e experiência para bater de frente com o atual prefeito”, disse Veras, que afirmou ter o perfil para ser o candidato desses partidos.

“Tenho colocado minha pequena experiência de campanhas políticas em Jaboatão. É uma cidade diferenciada. Não tem um eleitorado politizado como o Recife tem. Jaboatão é uma cidade onde 80% da população é de pessoas humildes, que moram em comunidades. Eles têm dificuldade de acesso a esses meios de internet. É, podemos dizer, uma cidade grotão, apesar de ser a segunda maior de pernambuco e a 28ª do Brasil. Mas o perfil dela é diferenciado e, lamentavelmente, a gente tem que se apresentar para a população”, afirmou.

O pré-candidato reclamou do tempo da obra da Maternidade Rita Barradas, no bairro de Sucupira. “Jaboatão tem um orçamento fiscal anual em torno de R$ 1,6 bilhão. Uma cidade com essa grandeza e essa riqueza não tem uma só maternidade municipal. Hoje ninguém nasce em Jaboatão. As mulheres vão ter seus bebês no Recife, no Cabo, em Moreno. Se fala muito em saúde e o prefeito tem um discurso bonito, mas Jaboatão tem sequer uma maternidade municipal”, disse Veras.

“Não é fácil entender uma cidade que tem essa maternidade que se arrasta por 10 anos para ser construída. Já foram gastos mais de R$ 40 milhões. Agora, perto das eleições, o prefeito retomou as obras da Rita Barradas, mas a gente sabe que é uma obra eleitoreira. Ele colocou três ou quatro pessoas ali trabalhando para enrolar, mas ele não vai concluir. A gente sabe que não vai concluir. A gente imagina que devam ser gastos R$ 70 milhões ali, fora os outros R$ 40 já gastos. Com R$ 70 milhões daria para se construir duas grandes maternidades em Jaboatão”, continuou.

Na questão ambiental. Adelson Veras citou o assoreamento da Lagoa Olho D’Água. “Na Região Metropolitana, Jaboatão é uma das cidades que mais sofrem com as enchentes e chove todos os anos. A gente tem um grande projeto que iria acabar com todo esse alagamento de Piedade, Candeias, que é a revitalização da Lagoa Olho D’Água. Ela se encontra abandonada. O maior crime ambiental de Jaboatão hoje é essa lagoa. Ela está toda assoreada e não tem mais espaço para coletar água quando a enchente vem”, avaliou.

No mesmo tema, porém, se eximiu de propot uma solução para a questão da praia de Barra de Jangada. Grupos protestam na região pela preservação das área de desova de tartarugas e de pesca artesanal. “Aquela região de Barra de Jangada, na praia, está quase sem areia e não existe manutenção. Foram gastos mais de R$ 70 milhões ali, mas qualquer obra requer manutenção. Se não faz manutenção, a obra vai desaparecer. A gente não sabe o que vai acontecer naquela região. O prefeito não se pronuncia. Um grupo de moradores se reuniu. Não encontramos ninguém para conversar para a gente defender a área. Se a gente for lá agora, vão dizer que a gente está fazendo politicagem. Eu prefiro me afastar disso, porque sou uma pessoa que não gosto de usar essas coisas para depois ser tachado como politiqueiro”, disse Veras.

O blogueiro se definiu como alguém que conhece os problemas da comunidades de Jaboatão. “Eu não visito as comunidades por campanha, eu sou lá de dentro das comunidades. Eu não faço política, eu não converso com as pessoas aqui na orla porque eu acho que é uma área já beneficiada. Eu gosto é de estar nas comunidades falando com Seu Manoel, Seu Antônio, Dona Maria, com Dona Joseja. Isso eu sei muito bem. Eu conheço todas as comunidades de Jaboatão. De Curcurana a Curado V”, afirmou.

Veja a entrevista completa
 
 

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