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RIO DE JANEIRO

Carlos Bolsonaro é investigado por empregar funcionários fantasmas em seu primeiro mandato

Publicado em: 14/08/2020 17:19

Primeiro mandato de Carlos na Câmara Municipal do Rio de Janeiro foi iniciado em 2001 (Foto: Sérgio Lima/AFP )
Primeiro mandato de Carlos na Câmara Municipal do Rio de Janeiro foi iniciado em 2001 (Foto: Sérgio Lima/AFP )
Uma reportagem da GloboNews revelou que o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) é alvo de investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) por crime de peculato. De acordo com o inquérito, durante o primeiro mandato de Carlos, iniciado em 2001, o seu gabinete na Câmara Municipal do Rio empregou funcionários fantasmas. 

Documentos do MP-RJ apontam que os suspeitos de serem funcionários fantasmas estão "servidores com idade elevada, e que moram em outros municípios e até em outros estados, distantes de onde é exercido o mandato do vereador Carlos Bolsonaro", o que "inviabilizaria o cumprimento das funções de assessoria parlamentar". Ainda de acordo com as investigações, o gabinete de Carlos também empregava funcionários que passavam meses sem aparecer na Câmara Municipal do Rio, além daqueles que não tinham crachás de trabalho.

Entre eles, está Diva da Cruz Martins, hoje com 72 anos. Ela foi contratada, entre os anos de 2003 e 2005, para prestar serviços de panfletagem. Segundo ela, sua função era "comparecer à Câmara de Vereadores uma vez por mês, buscar uns folhetos e distribuir às pessoas no Centro de Nova Iguaçu", cidade na região metropolitana do Rio, que não abrange o mandato de Carlos Bolsonaro. "Eu não encontrava com ninguém. Eu ia lá e voltava, não sei nem quem trabalhava lá. Não sei nem quem era funcionário, quem não era", disse Diva à reportagem. 

A idosa afirmou, em depoimento, que assinava o ponto uma vez por mês quando ia buscar os folhetos. Um ofício da Câmara, no entanto, registrou a frequência dos servidores do gabinete de Carlos e não mostra a presença de Diva nenhuma vez entre 2003 e 2005. 

O MP-RJ já ouviu pelo menos oito pessoas desde julho do ano passado suspeitas de serem funcionários fantasmas do gabinete de Carlos. 
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