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COMÉRCIO

Seis candidatos disputam o comando da OMC

Por: AFP

Publicado em: 08/07/2020 07:36

 (Foto: SAUL LOEB, JEWEL SAMAD, FABRICE COFFRINI, ERIC PIERMONT, GIL COHEN-MAGEN / AFP / MOLDOVAN FOREIGN AFFAIRS MINISTRY)
Foto: SAUL LOEB, JEWEL SAMAD, FABRICE COFFRINI, ERIC PIERMONT, GIL COHEN-MAGEN / AFP / MOLDOVAN FOREIGN AFFAIRS MINISTRY
Seis candidatos aspiram dirigir a Organização Mundial do Comércio (OMC), uma instituição que enfrenta grandes desafios em plena crise econômica mundial e o desprezo do presidente americano, Donald Trump.

Um mexicano, um egípcio, uma nigeriana, um moldávio, uma queniana e uma sul-coreana aspiram suceder o brasileiro Roberto Azevêdo, que renunciou ao cargo em 14 de maio, antes do fim de seu mandato, alegando razões "familiares", o que obrigou os 164 membros a buscar um sucessor em três meses, ao invés de nove.

Em pleno marasmo econômico mundial provocado pela pandemia de COVID-19, vários desafios esperam o próximo diretor ou diretora da OMC: preparar a conferência ministerial de 2021, tirar a organização do momento de estagnação e tentar retomar o diálogo com os Estados Unidos.

Washington ameaçou abandonar a OMC, organização que classifica de "desperdício", e paralisa desde dezembro o tribunal de apelações do órgão de solução de conflitos da instituição.

O governo americano, que considera receber um tratamento "desigual" da OMC, deseja sua refundação e a retirada da China da lista de países em desenvolvimento.

O procedimento para a designação do diretor-geral da OMC não é uma eleição, e sim um mecanismo de consenso que funciona por eliminação.

Uma votação pode ser organizada como último recurso, mas o mecanismo nunca foi utilizado. Diante da falta de acordo, em 1999 se optou uma solução salomônica: dois diretores foram eleitos e cada um exerceu metade do mandato de seis anos.

A escolha do novo diretor não será fácil este ano. Sem consenso, um dos vice-diretores da OMC assumirá o comando temporariamente.

Um africano?
O continente africano, que nunca teve um diretor da OMC, espera ter sua vez, embora não exista uma regra neste sentido.

Mas os africanos não conseguiram propor um candidato único.

A União Africana anunciou três nomes, mas apenas o egípcio Hamid Mamdouh, 67 anos, ex-funcionário da OMC que também tem nacionalidade suíça, apresentou a candidatura. 

A Nigéria propôs o nome de Ngozi Okonjo Iweala, 66 anos, ex-ministra das Finançass e das Relações Exteriores e presidente da Aliança Mundial para as Vacinas e a Vacinação (Gavi).

Além de Okonjo Iweala, outras duas mulheres disputam o cargo: a ministra do Comércio da Coreia do Sul, Yoo Myung-hee, de 53 anos, e a ministra dos Esportes do Quênia, Amina Mohamed, de 58 anos.

O mexicano Jesús Seade Kuri, 73 anos, que também tem nacionalidade libanesa, é o candidato mais velho. Ex-diretor adjunto da OMC, já trabalhou no Banco Mundial (BM) e no Fundo Monetário Internacional (FMI).

A Moldávia apresentou a candidatura do ex-chanceler Tudor Ulianovschi, de 37 anos, o aspirante mais jovem.
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