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Prefeitura do Rio faz queixa-crime contra casal que desacatou fiscal

Publicado em: 09/07/2020 22:55

 (Foto: Reprodução/TV Globo)
Foto: Reprodução/TV Globo
A prefeitura do Rio vai entrar com queixa-crime contra o casal que afrontou e desacatou o superintendente de Educação da Subsecretaria de Vigilância Sanitária do estado, Flávio Graça durante uma operação na Barra da Tijuca. Nívea Valle Del Maestro e Leonardo Santos Neves de Barros ficaram conhecidos após a aparição uma reportagem do Fantástico, da TV Globo, quando a mulher agride verbalmente o fiscal dizendo que o marido era melhor do que ele. 

O subsecretário-executivo da Secretaria Municipal de Saúde, Jorge Darze, defendeu o servidor. “Ele (Flávio) estava na exercício da sua atividade, fiscalizando as condições de funcionamento daquela área e foi desacatado pelo casal que resolveu desrespeitar as regras da prefeitura. Então vai responder na justiça criminal por essa atitude”, disse. 

O casal estava em um bar que, pelas imagens, parecia registrar aglomeração, quando foram abordados fiscal. Enquanto o homem registrava o diálogo com o celular, a mulher começou a ofender o servidor, dizendo que pagava o salário dele e que o marido não era cidadão, mas, sim, "engenheiro civil, formado, melhor do que você".

Segundo Darze, a ação da prefeitura tem o objetivo de dar exemplo a quem desrespeitar as medidas sanitárias. “Que essa iniciativa sirva de exemplo para que outras pessoas não fiquem achando que a prefeitura vai prevaricar diante da aplicação das regras que estão sendo utilizadas hoje no enfrentamento da Covid”, afirmou. 

Além da judicialização, o casal foi demitido e, segundo Nívea, começou a sofrer ameaças pela internet. "Nossa vida acabou. Perdemos nossos empregos e estamos sendo achincalhados. Estou recebendo ameaças por telefone e todos os nossos dados pessoais foram parar na internet. Os efeitos que isso causou na gente são desproporcionais. Há um linchamento virtual, todas as mensagens que recebo no celular de pessoas me agredindo. A coisa chegou a um nível no qual, além de perdermos nossos empregos, querem que não trabalhemos nunca mais. O que querem mais? Querem que a gente morra?”, declarou em entrevista ao G1. 

Segundo a versão de Nívea, apesar de acreditar que houve excesso na conduta dela, defende que a situação foi tirada de contexto. “Quando olho aquela cena fico com raiva daquela mulher. Não é possível que uma pessoa, do nada, haja daquela maneira. Mas não foi do nada. Existe um contexto, existe uma história. Existem atos antes e depois”, acrescentou.
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