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Pernambucano Nelson Triunfo ganha episódio em série do Itaú Cultural

Publicado em: 06/07/2020 16:54

Nelson Triunfo  (Cre%u0301dito: Marcus Leoni/Divulgação)
Nelson Triunfo (Cre%u0301dito: Marcus Leoni/Divulgação)

O dançarino de breaking e ativista social pernambucano Nelson Triunfo, um dos precursores da cultura hip-hop no país, concedeu uma entrevista para a série Cada Voz, do site Enciclopédia Itaú Cultural. O bate-papo conduzido pelo fotojornalista Marcus Leoni entra no ar nesta segunda-feira (6), apresentando a trajetória artística, as dificuldades e preconceitos sofridos ao longo dos anos por Triunfo. O vídeo tem legenda em português, interpretação em Libras e estará também no canal da instituição no YouTube.

Diferente de outros vídeos presentes na Enciclopédia, Cada Voz foca nos aspectos das trajetórias profissionais e pessoais, levando ao público um olhar mais próximo e sensível dos artistas. No de Triunfo, o público conhece imagens de seu arquivo pessoal e suas referências desde o sertão pernambucano até São Paulo. Ele conta que sua relação com o ativismo foi natural, algo que já estava intrínseco nele. 

"O ativismo vem como uma liderança, como uma coisa que estava em mim", diz Nelson. "Só de eu ser nordestino e não esconder, de estar no militarismo e usar o cabelo black power, de os caras baterem em mim, porque eu estava no centro da cidade dançando e falarem que aquilo era negócio de vadio e eu falar para eles que era arte, me levarem preso e mesmo assim eu voltar para o mesmo lugar no dia seguinte para dançar e não desistir, isso aí pra mim era um ativismo."

Natural de Triunfo, cidade no Agreste de Pernambuco, Nelson Triunfo chegou em São Paulo em 1977, quando formou o grupo Funk & Cia, que dançava músicas de James Brown, Tony Tornado, Sexy Machine. "Eu fui o primeiro a levar dança para a rua, para a 24 de maio. Hoje é lotado, ali, durante a noite, virou uma vibe. Antigamente, terminava o horário do trabalho, parecia um deserto”, conta. “Para mim, o primeiro rap não foi o Rapper's Delight, do Sugarhill Gang, lá de fora, em 1979. Eu já conhecia o coco de embolada, que é um flow. A embolada para mim é rap", afirma.

"Outra coisa que eu não deixei de fazer nas minhas letras foi trazer as manifestações da cultura brasileira. Dentro das minhas rimas tem maracatu, tem forró e é pesadíssimo, treme terra", diz. O artista também foi um dos pioneiros nos projetos que utilizam o hip-hop como um instrumento de educação e inserção social, por meio de oficinas, palestras, debates e outras atividades com crianças e adolescentes, trabalho que desenvolve até hoje. Fruto desta iniciativa, Nelson Triunfo foi um dos responsáveis pelo surgimento, em 1999, da Casa do Hip-Hop de Diadema.
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