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CRÉDITO

No semestre, Pernambuco recebeu mais de R$ 2 bi do BNB

Publicado em: 08/07/2020 07:00 | Atualizado em: 08/07/2020 08:18

Por segmento, as maiores aplicações foram em comércio e serviço (38,05%), que também abarcou o maior valor investido (R$ 664 milhões).  (Foto: Reprodução / Pixabay)
Por segmento, as maiores aplicações foram em comércio e serviço (38,05%), que também abarcou o maior valor investido (R$ 664 milhões). (Foto: Reprodução / Pixabay)
Na divulgação do seu balanço semestral, o Banco do Nordeste informou que o valor aplicado em Pernambuco durante os primeiros seis meses de 2020  foi superior a R$ 2 bi. Por segmento, as maiores aplicações foram em comércio e serviço (38,05%), que também abarcou o maior valor investido (R$ 664 milhões). De janeiro a junho, o BNB investiu R$ 18,4 bilhões nos nove estados da região, além do norte de Minas Gerais e Espírito Santo. O montante corresponde a mais de 2,3 milhões de operações. Mesmo em meio à pandemia da Covid-19 e à crise advinda dela, o valor foi menor do que o do mesmo período de 2019 quando o banco contratou R$ 18,8 bilhões. 

Pernambuco foi contemplado com R$ 1,7 bilhão do Fundo Constitucional de Financiamento Nordeste (FNE), principal funding do banco, com um total de 36,1 mil operações.  Isto representou 13,2% dos recursos do FNE aplicados ao longo do semestre em todos os estados.  As contratações locais do Crediamigo, por sua vez, somaram R$ 309,6 milhões aplicados, distribuídos em mais de 129,4 mil operações, o que retrata um ticket médio da ordem de R$ 2,3 mil por operação. Completam o total de R$ 2, 054 bilhões, as chamadas outras fontes (recursos internos, externos, Fundo da Terra, dentre outros), com pouco mais de R$ 57 milhões.

Por segmento, as maiores aplicações foram em comércio e serviço (38,05%), que também abarcou o maior valor investido (R$ 664 milhões). O setor é seguido por infraestrutura (16,62%), indústria (14,82%), pecuária (12,34%), turismo (8,14%), agricultura (7,31%), agroindústria (2,51%) e pessoa física (0,21%). A maior quantidade de operações foi em pecuária com 22.471.

Sobre a pequena diferença entre os valores aplicados nos dois últimos anos, semelhantes mesmo diante da necessidade dos empreendedores devido à pandemia, o BNB afirmou, por meio de nota, que, realmente houve um incremento de solicitações e contratações com segmentos do varejo (micro, pequenos e médios empreendedores urbanos e rurais), no comparativo. Não detalhou, entretanto, estes números. “Devido ao cenário pandêmico, entretanto, as reavaliações do mercado referentes a empreendimentos estruturantes e do setor de infraestrutura, no momento, impactaram em uma pequena redução no montante global investido pelo Banco no Estado”, afirma o texto. 

Dados totais do BNB

Do total destinado a todos os estados atendidos pelo BNB, em 2020, R$ 12,5 bilhões (distribuídos em 282,3 mil operações), são oriundos do FNE. Deste montante, destacam-se as contratações com micro e pequenas empresas, que somam R$ 2,2 bilhões, distribuídas em mais de 24 mil operações de crédito. No semiárido nordestino, foram aplicados 45,4% dos recursos do FNE, o que equivale a R$ 4,3 bilhões.  Os outros R$ 6,1 bilhões foram entregues por meio dos programas de microfinanças do banco. O crediamigo, de microcrédito urbano, contratou R$ 4,9 bilhões por meio de 2 milhões de operações. Já o agroamigo, programa de microcrédito rural, realizou 242,9 mil operações, correspondentes a R$ 1,2 bilhão.

Durante a pandemia, além das novas contratações, o BNB conta que suspendeu parcelas dos financiamentos de longo prazo e prorrogou os empréstimos do programa de microcrédito urbano, levando prestações que venceram entre março e maio para o final dos empréstimos. O banco está operacionalizando, também, a linha FNE Emergencial, criada exclusivamente para apoiar os empreendedores durante a pandemia e com taxa de 2,5% ao ano tanto para investimentos como para capital de giro. 
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