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ANIMAIS

Naja, serpentes exóticas e, agora, tubarão é achado em residência no DF

Publicado em: 10/07/2020 21:49 | Atualizado em: 10/07/2020 21:59

 (Foto: Reprodução/Correio Braziliense)
Foto: Reprodução/Correio Braziliense
A Polícia Civil encontrou, nesta sexta-feira (10), um tubarão na Colônia Agrícola Samambaia, em Vicente Pires, no Distrito Federal. Agentes da Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente e à Ordem Urbanística (Dema) capturaram o animal em uma residência. Fontes policiais informaram ao Correio Braziliense que o caso pode ter ligação com o jovem picado por uma naja na última terça-feira (7).

O tubarão estava dentro de um aquário. A polícia acredita que a casa onde o animal estava é de um dos amigos do estudante de medicina veterinária Pedro Henrique Lehmkuhl. Neste momento, o analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) Marco Freitas está se deslocando ao endereço para analisar de qual espécie é o animal. Não se sabe, no entanto, a procedência do tubarão e se ele é legalizado.

Investigação 
A polícia trabalha com algumas linhas de investigação em relação ao caso do jovem picado pela naja. Nesta quinta-feira (9), o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) apreendeu 16 cobras em uma chácara no núcleo rural Taquara, em Planaltina. O proprietário do local era um dos amigos de Pedro, de acordo com a apuração policial. 

Aos policiais, o rapaz informou que outro colega deles estava com as cobras e as levou para a chácara. "Estamos investigando a possibilidade desses jovens estarem envolvidos em um esquema de tráfico, mesmo que eles tenham esses animais apenas para a coleção", afirmou Willian Ricardo, delegado da 14ª Delegacia de Polícia (Gama).

Há, ainda, a suspeita de que os jovens estejam envolvidos em um esquema ilegal de pesquisas e estudos de animais exóticos. Pedro Henrique Lehmkuhl está internado na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Maria Auxiliadora. Na quinta-feira (9), ele acordou do coma e os médicos tiraram os tubos. Ele conversou e agradeceu pelo socorro prestado.

Para salvar o estudante, foi necessário trazer uma dose de soro antiofídico diretamente do Instituto Butantan, em São Paulo. A família importou outras dez doses preventivas dos Estados Unidos.

O estudante desenvolveu uma necrose no braço, além de lesões no coração, mas está respondendo bem ao tratamento e poderá ser transferido para o quarto do hospital. Ainda não há previsão para quando ele terá liberação para ir para casa.
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