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Equipes de TV que entrevistaram Bolsonaro entram em quarentena

Publicado em: 07/07/2020 23:18

 (Foto: Reprodução/TV)
Foto: Reprodução/TV
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) cobra que os veículos testem e afastem os profissionais que estiveram em contato com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ou com outros membros do governo nos últimos 10 dias. O mesmo não descarta a possibilidade de acionar o presidente na Justiça caso algum dos envolvidos na cobertura teste positivo para a Covid-19.

De acordo com a Folha de S. Paulo, as equipes das três emissoras de TV que tiveram contato com o presidente Jair Bolsonaro durante entrevista em que ele anunciou estar com Covid-19 serão afastadas de suas atividades por medida de segurança.

Em nota enviada ao jornal, a EBC, empresa estatal que controla a TV Brasil, informou que todos os profissionais que participaram da transmissão foram afastados tão logo terminaram a cobertura. Eles ficarão em isolamento durante os próximos quatro dias, segundo informou a empresa. Depois deste período, farão exame para detectar o vírus causador da Covid-19. "O retorno desses profissionais às atividades será definido oportunamente, de acordo com os resultados. Todos os exames serão custeados pela EBC", informou a TV no comunicado.

"A assessoria de imprensa da CNN Brasil informou por mensagem que o repórter Leandro Magalhães e o cinegrafista Carlos Alberto de Souza ficarão isolados por sete dias e só retornarão ao trabalho depois que apresentarem resultado negativo para seus exames de Covid-19", disse ao jornal Folha de S. Paulo.

A Record foi procurada, mas não respondeu à reportagem até o início da noite.

Ao portal UOL, a emissora informou que o repórter Thiago Nolasco e os demais profissionais que tiveram contato com pessoas contaminadas serão afastados também por sete dias e, assim como no caso da CNN Brasil, só voltarão ao trabalho depois que testarem negativo para o novo coronavírus.

Bolsonaro tira a máscara 
Ao encerrar a entrevista, na tarde desta terça-feira, anunciando o diagnóstico positivo para Covid-19, o presidente Bolsonaro se afastou dos jornalistas alguns passos e tirou a máscara de proteção para falar às câmeras. A entrevista, concedida exclusivamente aos repórteres da CNN e da Rede Record, foi tradicional, com os profissionais próximos a Bolsonaro, descumprindo as medidas de proteção e quebrando as regras de distanciamento recomendadas pelas autoridades de saúde.

“Espera um pouco aí. Vou me afastar um pouquinho aqui para vocês verem minha cara. Estou bem, tranquilo, graças a Deus", disse o presidente, após tirar o equipamento de proteção individual (EPI) do rosto para seguir a entrevista. "Vamos tomar cuidado especial com os mais velhos. Aos mais jovens que foram acometidos ao vírus, fiquem tranquilos que a possibilidade de algo mais grave é próxima de zero”, afirmou.

Outro detalhe que chamou atenção durante a declaração do presidente foi a não participação de repórteres do Grupo Globo, que ficaram do lado de fora do Palácio do Alvorada, em Brasília.
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