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Saúde

Projeto Mãos Solidárias pede doações para formação de 'agentes populares de saúde'

Campanha vai recrutar voluntários no enfrentamento do coronavírus, levando informação para comunidades do Recife

Publicado em: 06/06/2020 17:00

A iniciativa já formou cerca de 500 agentes em bairros como Peixinhos, Brasília Teimosa, Ibura e Várzea  (Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação)
A iniciativa já formou cerca de 500 agentes em bairros como Peixinhos, Brasília Teimosa, Ibura e Várzea (Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação)

Muitas mãos se unem para fazer o bem, levar informação de saúde e alimento para moradores de comunidades da Região Metropolitana do Recife. Em meio à pandemia, nasceu o projeto Mãos Solidárias, que iniciou a distribuição de 500 marmitas diariamente no Bairro do Recife. Hoje, já são cerca de 1,5 mil marmitas entregues no café da manhã e jantar, no Armazém do Campo e em outros bairros, além de iniciativas como as máscaras solidárias e a distribuição de cestas básicas. O grupo amplia ainda mais a atuação com a campanha Agentes Populares de Saúde, apoiada pela Arquidiocese de Olinda e Recife e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e várias organizações sociais. O objetivo é capacitar lideranças nas comunidades recifenses que vão atuar voluntariamente no cuidado e mapeamento das necessidades básicas daquela população. "São agentes que vão fortalecer a rede de apoio, para cuidar da sua rua, do seu bairro e de quem precisa no enfrentamento do coronavírus e em defesa do SUS. A meta é capacitar cerca de 10 mil agentes em toda a cidade", apontou o coordenador geral do projeto, Paulo Mansan.   

A iniciativa já formou cerca de 500 agentes em bairros como Peixinhos, Brasília Teimosa, Ibura e Várzea e aguardam doações de materiais básicos para dar andamento as novas turmas em Rio Doce, Alto José Bonifácio, Linha do tiro, Cordeiro e Morro da Conceição. Um grupo de 100 voluntários entre profissionais de saúde, professores sanitaristas da UFPE e UPE e da Fiocruz comandam turmas e oficinas. "O Mãos Solidárias fez essa articulação com as universidades para embasar as noções básicas de saúde e de prevenção. No primeiro módulo, o agente já recebe um kit de proteção individual com máscaras e jaleco e fica apto para visitar pelo menos 50 casas", disse o coordenador.  

Agentes aprendem técnica de lavagem das mãos e repassam conhecimento para os vizinhos do bairro.  (Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação)
Agentes aprendem técnica de lavagem das mãos e repassam conhecimento para os vizinhos do bairro. (Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação)
"Temos uma equipe de profissionais que vão até áreas onde a população não compreendeu a gravidade da pandemia e não aderiu, por diversas questões, aos chamados e orientações para se proteger", explicou a coordenadora pedagógica e professora de Saúde Coletiva da UFRB e doutoranda da Fiocruz, Lívia Milena. O agente popular vai receber um curso de 20h com certificado pela UFPE em três módulos, aprendendo orientações técnicas de como lavar as mãos, uma das principais formas de combate ao coronavírus, e a construir uma rede de apoio. "São pequenas atitudes que podem fazer toda a diferença. Como aprender o preparo correto da solução de água sanitária para higienizar a casa, a rua, o uso eficaz das máscaras de proteção e como lavá-las. Ensinamos através de estratégias didáticas para que eles compreendam o que é um vírus, quais as formas de transmissão e como frear a contaminação", reforçou a médica sanitarista e doutora em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Paulette Cavalcanti. "Estamos precisamos de apoio na doação de tecidos para costura de máscaras e jalecos, para adquirir equipamentos como os termômetros infravermelhos, material de higiene, álcool 70% e borrifadores e ainda alimentos para as marmitas e cestas básicas", ressaltou a professora.

Em paralelo à ação de formação, também está sendo viabilizados o Banco Popular de Alimentos que vai funcionar dentro das comunidades. "Será um espaço que vai receber doações internas dos moradores e também externas, que vai funcionar como um suporte para que os agentes voluntários possam racionalizar e levar aos que mais precisam", finalizou Paulo Mansan.  

COMO AJUDAR?
O Mãos Solidárias já possui vários desdobramentos e equipes de profissionais voluntários para fazer o bem. Além do marmita solidária, que são distribuídas no espaço do Armazém do Campo, destinadas para população em situação de vulnerabilidade e moradores de rua, outra ação implantada foram as máscaras solidárias, com costureiras voluntárias e 50 mil máscaras já distribuídas. “Várias mãos se somaram em diferentes frentes de ação. Precisamos de todo o apoio e colaboração possível para ampliarmos nossa ajuda”, enfatizou Paulo Mansan. O grupo pede a doações de alimentos, material de limpeza e higiene e contribuições em dinheiro através da conta da Associação da Juventude Camponesa Nordestina. "É importante fortalecer essas ações chamando a todos para contribuir com doações de álcool em gel, alimentos, produtos de higiene e máscaras. Precisamos de várias forças e o somatório de fé, entidades e ONGs para que a ajuda chegue aos mais vulneráveis", explicou Dom Limacêdo Antonio da Silva, bispo auxiliar da Arquidiocese de Olinda e Recife.
 
DOAÇÕES
Banco do Brasil
Associação da Juventude Camponesa Nordestina
CNPJ: 09.423.270/0001-80
Agência: 0697-1
Conta Corrente: 58892-X
Telefone: 981828197  
Instagram: @maos.solidarias.pe
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