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PANDEMIA

Comunidade pesqueira distribui cestas básicas e refeições em comunidades carentes

Publicado em: 02/06/2020 18:28

 (Foto: Luis Nova/Esp. CB
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Foto: Luis Nova/Esp. CB
Os pescadores artesanais pernambucanos vêm realizando inúmeras ações para gerar renda e levar esperança às comunidades pesqueiras e à sociedade, nessa época de pandemia e isolamento social. Além de contribuir no debate e na implementação de melhores práticas na pesca artesanal, as iniciativas buscam minimizar o impacto da Covid-19 e da quarentena na vida e renda da população.

Uma das ações solidárias é realizada pela Colônia de Pescadores de Porto de Galinhas Z-12 que adquiriu e distribuiu, com recursos próprios, 200 cestas de alimentos aos pescadores impedidos de produzir devido à pandemia. Pescadores de Ipojuca vêm atuando na mesma linha, doando pescado para famílias mais carentes.

Com ajuda de parcerias, o Centro Escola Mangue que funciona em Brasília Teimosa, no Recife, está oferecendo diariamente duas refeições para 50 famílias dos alunos que frequentam a entidade. São grupos familiares que trabalham como vendedores ambulantes, nas praias do Pina, Boa Viagem e Buraco da Velha. Marisqueiras e pescadores, que residem em Brasília Teimosa, também estão realizando campanha de arrecadação de cestas básicas e material de proteção e higiene pessoal para distribuir junto a quem mais precisa.

Em Tamandaré, no Litoral Sul de Pernambuco, o Projeto Pesca Saúde está produzindo 20 mil máscaras de proteção para distribuição gratuita junto a população local. Trata-se de uma iniciativa de fortalecimento econômico da pesca, com a qualificação dos produtos artesanais e procedimentos sanitários em combate a Covid-19. Além dessa ação, os pescadores estão sendo qualificados em boas práticas no manuseio de alimentos, para certificação do Selo Arte para produtos da pesca.

O projeto é uma parceira de pescadores artesanais de Tamandaré com a Fundação Toyota do Brasil, Prefeitura de Tamandaré, por meio das Secretarias de Meio Ambiente, Ação Social e Saúde, Colônia de Pesca Z-5, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Instituto Recifes Costeiros, Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP), Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) e Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste (CEPENE/ICMBIO)

OBSERVATÓRIO – Diversos grupos civis têm promovido campanhas de arrecadação de alimentos, para minimizar os impactos do novo coronavírus, na vida de pescadores que estão impossibilitados de vender sua produção. Uma dessas ações é comandada pelo professor do Departamento de Zoologia da UFPE, Gilberto Rodrigues, que com a ajuda de alunos tem adquirido mantimentos para as comunidades pesqueiras da Resex Acaú-Goiana.

Implementado no último mês de março, o Grupo Observatório dos Impactos do Coronavírus nas Comunidades Pesqueiras vem monitorando a Covid-19, em comunidades pesqueiras de 16 municípios do Litoral, quatro do Agreste e dez do Sertão, em Pernambuco. Outros 16 estados também estão sendo monitorados, dentre eles, Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande Do Norte, Sergipe, Maranhão, Paraíba, Espírito Santo, Pará, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A iniciativa é formada por núcleos de trabalho, laboratórios e pesquisadores de diversas instituições brasileiras, bem como por conselhos, associações, colônias de pesca e movimentos sociais de pescadores.

TELEVENDAS – Quem mora em Tamandaré ou está passando a quarentena por lá está bem assistido no fornecimento de produtos do mar, inclusive de camarão. Devido à necessidade de ficar em casa, a Colônia de Pescadores Z- 05 de Tamandaré passou a oferecer serviço de televendas e entrega de pescado em domicílio. Pescadores de São José da Coroa Grande seguiram o exemplo e estão oferecendo também facilidades na aquisição de pescado.

A solidariedade e empreendedorismo dos pescadores artesanais se multiplica por todo o Estado. Em Fernando de Noronha, em parceria com a administração do arquipélago, o Projeto Pesca Solidária vem ajudando a quem mais precisa. “A administração subsidia o combustível e o rancho dos barcos, compra 50% da produção pesqueira e doa para as 400 famílias cadastradas no serviço de assistência social local. Os produtos são frescos, pois a produção tem menos de 12 horas e o peixe é doado imediatamente”, explica o educador social do CPP-NE, Severino Santos. A ação vem sendo acompanhada e autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e a logística é organizada pela Associação de Pousadas e de Locadoras, que entrega o pescado na casa das famílias.

Outra frente voltada para o combate à pandemia e ao fortalecimento da pesca artesanal é o diálogo com o Consórcio de Governadores do Nordeste, em toda a Região. O grupo de trabalho conta com a participação de representantes do Movimento dos Pescadores e Pescadoras Artesanais do Brasil (MPP), Articulação Nacional das Pescadoras Artesanais (ANP) e da Comissão Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas Costeiras e Marinhas (CONFREM). “Estamos trabalhando na construção de uma proposta para incluir a pesca artesanal no programa da agricultura familiar, que o consórcio está organizando em parceria com a Fundo Internacional do Desenvolvimento Agrícola”, comenta Santos.

 
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