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Saúde

Miguel Coelho corta gastos e redireciona R$ 14,6 milhões para ajudar no combate ao coronavírus

Publicado em: 06/04/2020 20:06 | Atualizado em: 06/04/2020 20:47

 (Foto: Jonas Santos/Divulgação)
Foto: Jonas Santos/Divulgação

A Prefeitura de Petrolina decidiu direcionar R$ 14,6 milhões para a compra de testes, materiais de proteção individual, ampliação de leitos, pagamento de profissionais entre outras iniciativas para fortalecer a rede municipal durante o período de epidemia do coronavírus. A medida, que foi adotada após a realização de outras ações voltadas para o combate à doença, a exemplo do adiamento dos prazos para pagamentos de impostos como IPTU e ISS, tem o objetivo de ampliar os fundos destinadosm ao enfrentamento da Covid-19.

 

A verba é resultado do corte de gastos feito pelo prefeito Miguel Coelho na adminitração. Para a garantia dos recursos, o gestou montou uma força-tarefa envolvendo as equipes do comitê de enfrentamento à Covid-19, secretarias de Gestão, Fazenda, Procuradoria e Controladoria do município. Entre as medidas estão a suspensão de contratos, mantendo os serviços essenciais.

 

Outra decisão foi a realocação imediata dos recursos que seriam destinados à organização do São João de Petrolina e dos festejos juninos nos bairros. A verba agora será empregada nas ações de combate ao Coronavírus.

 

O prefeito Miguel Coelho lembrou que a engenharia financeira teve um papel ainda mais importante com a redução drástica de arrecadação do município. "Decidimos adiar por quatro meses o prazo de pagamento do IPTU e ISS por considerar que a população precisará desse dinheiro para custos mais essenciais. Porém, a prefeitura vive basicamente desses impostos e do fundo dos municípios. Tivemos, portanto, que cortar muita coisa, suspender contratos e reduzir custos. Com todo esse pacote, será possível ampliar a estrutura de combate ao Coronavírus e salvar vidas, que é a nossa prioridade número 1", destacou o prefeito.

 

Miguel acrescentoi, ainda, que preservou setores estratégicos, como contratos de saúde, social e segurança pública. Ainda há possibilidade de novas medidas de enxugamento da máquina pública, caso a crise aumente. "Ainda é cedo para falar em novos cortes. É uma situação delicada, nova para todos os gestores e prefeituras. Estamos precisando nos adaptar a uma outra realidade, com queda de receita, por isso também o estado de calamidade. É uma força tarefa para honrar nossas obrigações, como a distribuição da merenda nesse período de isolamento, cuidar dos serviços da saúde, do social. Precisamos economizar e isso requer um esforço conjunto. Nesse sentido, estamos trabalhando 24 horas por dia e avaliando a evolução da crise para fazer novos ajustes, se forem necessários", disse o prefeito.

 

 

 

 

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