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Sobe para 43 o número 'agulhadas' no carnaval do Recife e de Olinda

Publicado em: 25/02/2020 20:43 | Atualizado em: 25/02/2020 20:51

Pacientes são orientados a realizar monitoramento no Hospital Correia Picanço. (Foto: Tarciso Augusto/Esp. DP
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Pacientes são orientados a realizar monitoramento no Hospital Correia Picanço. (Foto: Tarciso Augusto/Esp. DP )
Aumentou para 43 o número de pessoas que denunciaram ter levado "agulhadas" no carnaval deste ano no Recife e em Olinda, segundo boletim da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) desta terça-feira (25). Até o domingo (23), 23 pessoas teriam sido furadas por agulhas em festas de carnaval no Recife e Olinda, de acordo com informações da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), por meio do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância à Saúde. Dos 23 casos, 15 são do sexo feminino e oito do sexo masculino.

Os pacientes foram orientados a realizar o monitoramento de possíveis infecções no Serviço de Atenção Especializada (SAE) do Hospital Correia Picanço, na Tamarineira, ou nos municípios de residência. Em nota, a SES ressaltou que os índices de transmissão por meio de picadas com agulhas infectadas são considerados baixos, em média 0,3% para HIV. 

No carnaval de 2019, cerca de 300 pessoas deram entrada no Hospital Correia Picanço alegando terem sido furadas por seringas durante os festejos de Momo. A SES-PE destaca que não houve casos positivos desse evento.

A polícia alerta para o cuidado no trato do tema, para não causar pânico desnecessário na população. No ano passado, dos casos relatados ao Hospital Correia Picanço, apenas duas pessoas se prontificaram a prestar depoimentos. Retratos falados foram feitos, diligências, análise de imagens, mas os inquéritos não identificaram suspeitos devido à ausência de elementos, assim como uma possível motivação para essas ações.

A PCPE esclarece ainda que tem como missão prevenir o crime, apurar as denúncias com rigor e reprimir qualquer tipo de violência. Por isso, neste carnaval, a PCPE montou uma posto de atendimento 24h no Hospital Correia Picanço. A unidade conta com equipes formadas por delegados, escrivães, agentes e peritos papiloscopistas, para colher depoimentos, fazer as perícias, diligências e buscar imagens das câmeras de videomonitoramento com o objetivo de identificar e capturar suspeitos dessa prática.



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