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CORONAVÍRUS

Operadoras de turismo ainda não sentem grande impacto no setor

Publicado em: 29/02/2020 07:00

Sandra Luck, da Luck Viagens, afirma que houve, entretanto, grande quantidade de busca por informações
 (Foto: Acervo pessoal)
Sandra Luck, da Luck Viagens, afirma que houve, entretanto, grande quantidade de busca por informações (Foto: Acervo pessoal)
A propagação do coronavírus no Brasil trouxe uma série de impactos para as mais diversas áreas. O turismo é uma das potencialmente mais afetáveis pela situação, notadamente em segmentos como os das operadoras de viagens e empresas de aviação. No caso das primeiras, entretanto, a maioria das atuantes tanto nacionalmente quanto em Pernambuco afirmam que ainda não sentiram redução na procura pelo destino Europa ou cancelamento de voos e roteiros, mas destacaram o grande aumento na procura por informações a respeito dos destinos. Quanto às companhias aéreas, o modus operandi  tem sido o de oferecer novas alternativas aos passageiros para as datas dos voos.

A Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), anuncia que as empresas estão monitorando fontes de órgãos oficiais, nacionais e internacionais, para manter a comunicação eficaz e evitar a proliferação de fake news. A CEO da instituição, Mônica Samia, afirma que está, inclusive, fazendo a ponte entre os destinos, fornecedores e clientes. “Isto conforme cada caso, já que a situação é diferente de acordo com o país e muda sistematicamente”, informa. A CVC Viagens informa, em nota, que cerca de 70% de seus embarques está relacionada a viagens domésticas. Os que viajam para Europa, nessa época do ano, representam menos de 5% e estas viagens ocorrem com maior incidência nos meses de verão e primavera europeus (de maio em diante). No momento, portanto, não existe restrição de viagens por parte de autoridades internacionais. A empresa complementa afirmando que caso o cliente não se sinta confortável em viajar para um desses destinos afetados, oferece a possibilidade de alteração de data/roteiro ou de reembolso segundo as políticas de seus fornecedores.

Localmente, as agências mencionam o aumento do número de questionamentos a respeito do assunto A Luck Viagens atendeu cerca de 30% dos clientes que estão com pacotes marcados ou planejando viajar. “Na última quinta-feira (27), foram tantas que não conseguimos conversar quem nos procurava para futuras viagens”, conta Sandra Luck, diretora da empresa. Ela recorda que, seguindo os critérios adotados pelos fornecedores, viagens com mais de 30 dias de antecedência ainda não estão aptas a serem reembolsadas ou remarcadas sem multas. “Não tivemos, até então, nenhum caso que atendesse a estas condições”, relata. Por isso, há otimismo quanto ao futuro. “Acreditamos que não acontecerá. Está circulando a notícia, inclusive, que cientistas israelenses já descobriram a vacina contra a CODIV-19, que deverá estar pronta nas próximas três semanas”, enfatiza. Enquanto isso, a Luck está solicitando aos clientes que acompanhem os sites da OMS e do Ministério da Saúde, repassando, ainda, as recomendações das entidades de classe. “Segundo a WTTC (Conselho Mundial de Viagens e Turismo), fechar fronteiras, proibir viagens e políticas governamentais mais extremas não impedirão a propagação do coronavírus. Mesmo assim, recomendamos que as viagens para os destinos com área de risco sejam remarcadas ou só aconteçam em caso de extrema necessidade”, conclui.

Quanto às companhias aéreas, de acordo com Fátima Bezerra, diretora da Abav Nacional (Associação Brasileira dos Agentes de Viagens), a Air Europa - que atua em Pernambuco com voos diretos para cidades como Roma e Milão - está remarcando bilhetes permitindo alteração de data. É preciso, entretanto, atender a algumas condições como a emissão do bilhete ter sido feita até 23 de fevereiro e a data de voo agendada para até 15 de março. A alteração é permitida na mesma classe do bilhete original sem penalidade ou aplicando diferença de tarifa, se houver. As novas datas de voo serão agendadas até o dia 15 de junho (partidas e chegadas) enquanto a permanência máxima/mínima e reembolsos estão sujeitos às condições de tarifa. Ainda segundo Fátima, a companhia foi a única a se pronunciar. “A TAP, Copa, Latam, Azul e Gol ( parceria com KLM e AIR FRANCE ), que também saem com voos internacionais partindo de Recife, não emitiram nenhum comunicado oficial, até o momento”, afirma.

O que diz o Procon-PE

* O órgão informou que não houve, até então, reclamações ou autuações contra operadores de turismo, agências de viagem ou companhias aéreas devido à questão do coronavírus. 

* Consumidores que compraram pacotes de viagens, passagens ou cruzeiros para um dos mais de 40 países onde a doença do coronavírus foi detectada que podem desistir da viagem e terão seu direito garantido.

* Consumidores podem requerer cancelamento ou a remarcação a seu critério, sem ter que arcar com os ônus de eventuais multas.

* Não são todas as situações em que o consumidor terá direito ao cancelamento ou reagendamento sem o cumprimento da cláusula penal (multa contratual), sendo primordial identificar se o estado ou país de destino apresentam riscos de infecção pelo coronavírus.

* O consumidor deve procurar, primeiramente, o fornecedor. Somente em caso de negativa, deve dirigir-se ao Procon-PE para que seja aberto um procedimento.


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