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MARCO ZERO

Veja como foi a abertura do carnaval do Recife nesta sexta-feira

Publicado em: 21/02/2020 21:00 | Atualizado em: 21/02/2020 21:12

Cerimônia de abertura do carnaval do Recife 2020. (Foto: Bruna Costa/Esp.DP)
Cerimônia de abertura do carnaval do Recife 2020. (Foto: Bruna Costa/Esp.DP)
O carnaval do Recife começou oficialmente com o colorido do circo, reverência às crianças da cidade e homenagens ao maestro Edson Rodrigues e ao centenário do Bloco das Flores. Pela primeira vez, durante todas as apresentações, a população cega que acompanhou a festa no Marco Zero, na noite desta sexta-feira (21), contou com o serviço de audiodescrição.
Cortejo circense deu início à programação de abertura. (Foto: Tarciso Augusto/Esp.DP)
Cortejo circense deu início à programação de abertura. (Foto: Tarciso Augusto/Esp.DP)
A abertura da festa na capital pernambucana começou com um cortejo com crianças que caminharam pela Boulevard Rio Branco em direção ao palco principal, no Marco Zero. Acompanhados de orquestra de frevo, clarins e grupos de maracatu, bois e blocos líricos infantis, o desfile contou com a participação da Escola Pernambucana de Circo com malabares e palhaços, fazendo alusão ao tema do carnaval deste ano da cidade, “O universo do circo, a criança e a cultura popular”. 
Público lotou o Marco Zero na noite desta sexta-feira. (Foto: Bruna Costa/Esp.DP)
Público lotou o Marco Zero na noite desta sexta-feira. (Foto: Bruna Costa/Esp.DP)
Um dos homenageados deste ano, o Bloco das Flores, que completou 100 anos em 2020, foi reverenciado pelo público por volta das 19h, quando começaram as apresentações no principal palco do carnaval do Recife. Integrantes do bloco lírico entregaram flores à plateia. O outro homenageado da festa, maestro Edson Rodrigues, com mais de 60 anos dedicados ao frevo, também se apresentou na noite de abertura.

Com o Bloco das Flores, se apresentaram o rei Momo Marcone dos Santos e a rainha do carnaval do Recife, Ruana Karina. Frederico Batista, 68 anos, e Maria de Fátima dos Santos, 63, rei e rainha da Pessoa Idosa, além de Caio Rocha e Zemili Kasala, rei e rainha da Pessoa com Deficiência do Carnaval do Recife, respectivamente, também participaram da cerimônia de boas-vindas aos festejos de momo.
Antônio Nóbrega saudou Paulo Freire, os povos indígenas e quilombolas.   (Foto: Bruna Costa/Esp.DP)
Antônio Nóbrega saudou Paulo Freire, os povos indígenas e quilombolas. (Foto: Bruna Costa/Esp.DP)
Perto das 19h30, teve início o espetáculo de abertura com Antônio Nóbrega, que reverenciou o educador pernambucano Paulo Freire nos primeiros minutos da apresentação. O artista prestou ainda homenagem aos povos indígenas. Enquanto Nóbrega pedia proteção aos “guardiões das nossas matas e reservas da esperança”, imagens do líder indígena Paulino Guajajara, assassinado em novembro do ano passado no Maranhão; do ativista e ambientalista Chico Mendes e do cacique Raoni eram exibidas nos telões do palco. “Salve o chão de Paulo Freire aqui no Marco Zero, salve os povos indígenas, salve todos os orixás e o povo dos terreiros”, saudou o artista.

Acompanhado por 10 músicos, 24 bailarinos e oito artistas circenses, Antônio Nóbrega apresentou O morro não tem vez, de Tom Jobim, e Luzia no frevo, de Antonio Sapateiro, além do segmento "Quem mandou matar Marielle". Depois do espetáculo de abertura, por volta das 21h, teve início o bloco de atrações musicais. O público curtiu shows dos homenageados do carnaval do Recife 2020, maestro Edson Rodrigues e Bloco das Flores. Na sequência, será a vez do Maestro Forró e a Banda Popular da Bomba do Hemetério, seguido pelo brega romântico da cantora Priscila Senna.
O israelense Daniel Leiman conheceu o carnaval nesta sexta no Recife. (Foto: Bruna Costa/Esp.DP)
O israelense Daniel Leiman conheceu o carnaval nesta sexta no Recife. (Foto: Bruna Costa/Esp.DP)
A primeira experiência do estudante israelense Daniel Leiman, 22, em um carnaval foi no Recife. A estreia aconteceu na abertura da festa da capital pernambucana, no Marco Zero, na noite desta sexta-feira. No Brasil há dois meses, Daniel escolheu a cidade depois de uma pesquisa na internet. “Vi que era o carnaval onde as pessoas não precisam pagar para brincar e ficam fantasiadas nas ruas”, disse. O aposentado José de França, 64, foi o responsável por mostrar as belezas da festa ao turista. “Lamento apenas que o maracatu não tenha a importância que tinha antes na abertura do carnaval do Recife. Não sabia que tinham colocado na quinta-feira a apresentação dos maracatus e, infelizmente, não vou poder mostrar esse lado do nosso carnaval a Daniel. O maracatu é tão importante para a nossa cultura quanto o frevo e merecia voltar para a noite de abertura”, opinou.



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