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Carnaval

Galo da madrugada mistura os ritmos no Sábado de Zé Pereira

Publicado em: 22/02/2020 17:48 | Atualizado em: 22/02/2020 19:29

 (Leandro de Santana / Esp. DP Foto)
Leandro de Santana / Esp. DP Foto
 
Pelo 43º ano, o sábado de Zé Pereira (22) foi o Galo da Madrugada. Uma multidão foi até o centro do Recife acompanhar o maior bloco carnavalesco da terra - como diz o Guiness Book desde 1994. Nem o sol de 30º esmoreceu os foliões, que levaram alegria e irreverência às ruas que integram o percurso do evento. E os artistas, claro, não ficaram muito atrás.

Vestida de coelha, Pabllo Vittar fez sua estreia na folia pernambucana. O tempo inteiro distribuía beijos e rebolava ao público, tanto do Camarote Oficial do Galo, quanto das ruas. Ela se apresentou na companhia de Romero Ferro e Michelle Melo - um dos principais nomes do brega pernambucano. “Eu sempre quis estar aqui no Galo. É um sonho realizado. Muito gostoso estar aqui”, disse Pabllo.
 
 (Tarciso Augusto / Esp. DP Foto)
Tarciso Augusto / Esp. DP Foto
 

Já Michelle Melo ressaltou que ainda sente uma ansiedade para cantar no bloco. “É meu quarto ano de Galo, mas é sempre como se fosse a primeira vez. Ainda mais agora, que é um momento um pouco mais mágico, porque o brega está tendo uma visibilidade maior”, explicou ela, que estará à noite no palco do Marco Zero. “Estou toda preparada para soltar a voz. Gosto de dizer que todo pernambucano já nasce preparado para participar do Galo, seja cantando ou dançando”, acrescentou.

Quem também renovou sua parceria com o Recife foi a paraense Gaby Amarantos. “Parece que o carnaval só começa, de fato, com o Galo. É sempre muita alegria vir aqui, representando a Amazônia, a mulher preta da periferia. Durante o ano inteiro eu sou do Pará, mas, no carnaval, viro recifense”, destacou. 

Fantasias
Só mesmo o carnaval de Pernambuco possibilita casais improváveis, como Fernando Azevedo, 55, vestido de soldado de Darth Vader, do filme Star Wars, e Luciana Freitas, 44, que veio de colombina. “Eu sempre venho fantasiado. Já vim de caveira, Sr. Incrível, e esse ano resolvi encarar essa fantasia que é muito quente”, disse Fernando.
 
 (Paulo Paiva / DP Foto)
Paulo Paiva / DP Foto
 
 
Um grupo de freiras “fugidas do convento” também deu o ar da graça. As irmãs Miriam, 53, e Marta Ferreira, 51, trouxeram a potiguar Nélia Cesário, 55, e a garanhuense Adeílda de Fátima, 55, para brincar na capital pernambucana. “Todas fomos criadas no convento e estamos nos aposentando do carnaval para fazermos nossos votos”, brincou Miriam.

Teve também crítica bem-humorada. Vinda de Natal, a cabeleireira Pauline Lima se vestiu de policial. “Ano passado eu vim aqui e tinha muito pouco policiamento. Esse ano resolvi eu mesmo botar ordem”, comentou.
 
 (Paulo Paiva / DP Foto)
Paulo Paiva / DP Foto
 
 
Limitações de saúde não foram problema. A advogada Gisela Monteiro, 46, fraturou o pé dias atrás. Mas arranjou uma cadeira de rodas e pediu para o marido carregá-la na multidão.  "Vim como eu podia. Me adaptei pra poder curtir”, destacou. Quem também ignorou barreira foi a policial civil Izabel Ferreira, 50: “Estou rouca. Mesmo doente, com a garganta inflamada, não ia perder por nada isso daqui”.

Izabel trouxe o colegas de delegacia Áurea Ferreira, 50, e Lourival Junior, 50, para encarnarem a história de Chapeuzinho Vermelho. Izabel veio de vovozinha, Áurea de chapeuzinho e Lourival, lobo mau. “A gente já queria se vestir assim, mas só teve oportunidade este ano. Mas, claro, eu sou o lobo bom”, ponderou o homem.

Por fim, no camarote do Galo, o empresário João Paulo Ribeiro, 38, observava a movimentação de fantasias na rua. “Faz parte da cultura, é importante preservar isso. Mas, hoje, eu prefiro ficar por aqui. É mais tranquilo, dá para curtir com mais conforto”, explicou João, que trouxe junto a esposa, a terapeuta ocupacional Ana Carina Lima.
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