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Backer: Saúde monitora dois casos com sintomas antes de outubro e investigação pode ser ampliada

Publicado em: 22/01/2020 19:44

Maior suspeita das autoridades é que contaminação dos pacientes tenha acontecido devido ao consumo de cervejas adulteradas da marca Backer. Foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou, na tarde desta quarta-feira (22), que monitora dois casos de pessoas que apresentaram os sintomas da intoxicação por dietilenoglicol antes de outubro deste ano.

O fato chama atenção pois as autoridades trabalham, até o momento, somente com contaminações a partir do décimo mês de 2019.

Ou seja, o parâmetro de tempo usado para definir o que é ou não caso suspeito pode ser ampliado para além de outubro do ano passado.

Enquanto isso, os números de casos suspeitos e o de mortes pela contaminação continua os mesmos: 22 e quatro, respectivamente.

Das quatro mortes, uma já foi confirmada que aconteceu pela ingestão da substância tóxica: Paschoal Demartini Filho, bancário de 55 anos e morador de Juiz de Fora, na Zona da Mata.

Em outros três pacientes, que continuam vivos, a Saúde também encontrou o dietilenoglicol na corrente sanguínea deles.

A distribuição geográfica dos 22 casos notificados, segundo município de residência, é a seguinte: 15 casos em Belo Horizonte e os demais sete casos pairam sobre moradores de Capelinha, Nova Lima, Pompéu, São João del-Rei, São Lourenço, Ubá e Viçosa.

Investigação criminal

Ao mesmo tempo que a Secretaria de Saúde conduz a investigação epidemiológica, a Polícia Civil dá sequência aos trabalhos na esfera criminal.

Só nesta semana, a instituição ouviu 12 pessoas: duas nesta quarta, cinco na terça, outras quatro na segunda e mais uma em Viçosa, na Zona da Mata mineira.

Todas as testemunhas são parentes das vítimas. Uma das pessoas ouvidas é familiar de outra que perdeu a vida pela contaminação. O objetivo da polícia com os depoimentos é entender “os acontecimentos que antecederam à intoxicação”.

Ainda na investigação criminal, a polícia ainda estuda as amostras de produtos recolhidos na Backer e na empresa terceirizada que vendia para a cervejaria a substância monoetilenoglicol.
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