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Antiga área de lixão de São Lourenço da Mata será reflorestada

Publicado em: 20/01/2020 15:14 | Atualizado em: 20/01/2020 15:22

 (Foto: Peu Ricardo/DP)
Foto: Peu Ricardo/DP
Por pelo menos 25 anos, uma área de Mata Atlântica, calculada em cerca de um hectare, foi destruída em função do descarte irregular de resíduos de uma cidade inteira. O freio no processo de degradação ambiental somente se deu em 2018, quando o lixão de São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife, foi, em parte, desativado, assim como determinou o Ministério Público de Pernambuco para todo o estado. Na última sexta-feira, mais um passo foi dado para a recuperação da área.

A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) autorizou a execução do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (Prad) apresentado pela prefeitura. A ideia é devolver à população uma área reflorestada com plantas endêmicas da Mata Atlântica. Se tudo correr conforme o programado, em agosto a ação já estará executada. Já as primeiras árvores poderão ser vistas em três anos, quando deverão estar com cerca de um metro de altura.

O secretário municipal de Infraestrutura, Sérgio Machado, informou que, dentro de 180 dias, apresenta um projeto de recuperação do lugar, lança a licitação, escolhe a empresa e apresenta o serviço pronto. O valor da licitação ainda vai ser definido. Hoje, o antigo lixão ainda recebe restos de metralha, móveis e eletrodomésticos e podas de árvores. Os resíduos orgânicos, explica Machado, seguem para o Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) de Candeias, a 23 quilômetros da cidade.

Manuel Flor de Santana, 57, é vigilante, mas, nas horas vagas, busca plástico descartado no antigo lixão para revender. Um quilo custa R$ 0,60. Ele costuma usar botas, luvas e uma máscara no rosto durante o serviço. Em meio às buscas, ainda é possível ver sacos contendo resíduos orgânicos oriundos de residências. “Fazemos conscientização junto aos moradores para eles não descartarem seus resíduos em meio às podas e metralhas, mas muitos ainda fazem isso”, criticou Gérson Vicente, da Agência Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Meio Ambiente e Agricultura (Adesma).

O município também conta com uma associação de catadores de recicláveis, no bairro de Várzea Fria, onde a prefeitura cedeu um espaço para a categoria. Um acordo firmado entre o município e os trabalhadores permite que todo o descarte realizado em eventos seja encaminhado para a associação. Hoje, cada um deles apura um valor mensal em torno de R$ 700. O material enviado para o antigo lixão também é entregue aos catadores da associação.

No processo de restauração da área degradada, estão previstas arborização urbana, instalação do plantio, sementeira, central de triagem e resíduos sólidos. O material oriundo de metralha, por exemplo, será triturado e vendido como areia reciclada ou na fabricação de tijolos para construção de casas populares. Além do eucalipto e mangueira, está previsto o plantio de espécies nativas.

A autorização da CPRH tem validade até 2 de dezembro deste ano. O órgão exige, entre outras coisas, que a prefeitura apresente semestralmente o Relatório de Monitoramento Ambiental do Lixão, contendo as ações previstas no plano de gestão; e atenção para o surgimento de construções nas áreas vizinhas, cuja distância deve ser superior a 500 metros dos núcleos habitacionais em relação ao antigo depósito de dejetos.
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