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Praça do Arsenal recebe sambada de maracatu neste domingo

Publicado em: 06/12/2019 21:51

Foto: Acervo da Associação de Maracatus de Baque Solto de Pernambuco
Neste domingo (8), a capital pernambucana vai virar terreiro. A partir das 16h, na Praça do Arsenal, os brincantes dos maracatus Piaba de Ouro de Olinda e Gavião da Mata de Glória do Goitá promovem uma autêntica sambada de maracatu, numa realização da Associação de Maracatus de Baque Solto de Pernambuco e da Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura Cidade do Recife.

Celebração pouco conhecida na capital, as sambadas são um ensaio para preparar os grupos de maracatu de baque solto para as apresentações do Carnaval, que já foram muito comuns no interior, mas estão cada vez mais esquecidas.

As Sambadas no Recife, segundo o presidente da Associação de Maracatus de Baque Solto de Pernambuco, Manoelzinho Salustiano, celebram duas tradições: as origens das brincadeiras dos Maracatus de Baque Solto e a fundação da Associação dos Maracatus de Baque Solto de Pernambuco, criada há 30 anos para defender a tradição que hoje é patrimônio imaterial do Brasil. “É a primeira vez que as sambadas chegam à capital. Estamos fazendo isso para fortalecer a cultura do Maracatu de Baque Solto. Queremos mostrar que maracatu não é só Carnaval. É dança, poesia, música e terreiro o ano todo.”

No último dia 24 de novembro, a primeira edição das Sambadas do Recife levou para o Pátio de São Pedro a força e a tradição dos maracatus Cruzeiro do Forte do Recife e Pavão Dourado de Tracunhaém.

Sambada

Tradição centenária, a sambada reúne folgazões de 8 a 80 anos. Cada maracatu chega na sambada com sua diretoria, seu Mestre e seus brincantes, realizando coreografias chamadas por eles de manobras. Os folgazões vestem-se à vontade, com calça e camisa estampada de manga longa, galho de arruda (ou alguma planta de caráter purificador, como pinhão roxo, alfavaca de caboclo, manjericão) na boca, atrás da orelha ou pendurada no peito. A guiada (lança do caboclo) é substituída por um pedaço de madeira, que é manejado mais facilmente.

Após o ritual de chegada de cada um dos dois maracatus, é dada a largada para a peleja. O Mestre é acompanhado pelo terno, composto de músicos de percussão (surdos, taróis, cuícas, gonguês e ganzás) e instrumentos de sopro. O clima é festivo. Os dois mestres, um de cada maracatu, passam a alternar as estrofes da peleja, com desaforos, para disputar a admiração do público.

Os folgazões dançam como se estivessem lutando, de dois em dois, ou em pequenos grupos. E se movimentam com agilidade, já que a pesada vestimenta carnavalesca, caracterizada pelas golas bordadas, não é usada na brincadeira.

Maracatus de Baque Solto

A cultura do Maracatu de Baque Solto surgiu nos Engenhos da Mata Norte no final do século XIX e início do século XX com os trabalhadores dos canaviais que reuniam-se nos momentos de folga para brincar e festejar.
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