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SEGURANÇA

Mutirão do Alerta Celular devolve 300 aparelhos roubados

Publicado em: 06/12/2019 12:49

 (Foto: Divulgação/PCPE.)
Foto: Divulgação/PCPE.
Desde que o Alerta Celular começou a funcionar, em março de 2017, já foram recuperados 15.322 aparelhos roubados, de acordo com dados da Secretaria de Defesa Social (SDS). Somente esse ano a polícia já recolheu 8.894 celulares. Para a SDS, a campanha reflete ainda na diminuição de roubos, já que o mês de novembro registrou 1.973 furtos do tipo, sendo o mês com menor incidência desde 2015. Em um mutirão realizado pela Polícia Civil de Pernambuco, mais de 300 celulares foram devolvidos aos donos nesta sexta-feira (6).

A técnica de enfermagem Gicele Bastos, de 40 anos, teve o celular de volta pouco mais de um ano após ter sido furtada em um BRT. "Graças a Deus eu não fui abordada. Só senti alguém puxando minha bolsa. O ônibus estava muito apertado e só depois me dei conta de que alguém tinha levado. Ele custou mais de R$ 1 mil e eu ainda estou pagando", lamenta. O telefone foi localizado pela polícia na cidade de Serra Talhada e por ter cadastrado o IMEI no site www.alertacelular.sds.pe.gov.br, ela foi contatada por policiais.

Já a recepcionista Rayssa Soares, 26, foi assaltada há dois anos, na entrada de um show e teve o smartphone de volta ontem. "Foi um susto porque eu reagi e o assaltante colocou a arma no meu pescoço e levou minha bolsa. Eu poderia ter morrido", relata. Rayssa cadastrou o IMEI no site de SDS logo após a compra. Ainda na loja. "Também fiz questão de fazer seguro e recebi o dinheiro de volta na mesma semana. Nem esperava mais recuperar. Agora pretendo vender", planeja.

Em todo o estado, já são mais de 400 mil aparelhos cadastrados. "É um número bom, mas quando a gente compara com o universo do estado, representa em torno de 4%. Cerca de 63% dos aparelhos roubados e furtados podem ser recuperados porque as vítimas informaram o IMEI corretamente. Quando a pessoa tem o celular subtraído, muitas vezes não tem mais a nota fiscal, a caixa, então não sabe mais o IMEI. Quando já existe um cadastro prévio no Alerta Celular, é possível resgatar os dados para registrar o boletim de ocorrência.", comenta o coordenador do Alerta Celular, major Jonas Moreno.

Para o secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, os resultados do programa refletem na melhoria da segurança. "É uma ferramenta importante para diminuir a violência, principalmente dos crimes contra o patrimônio. Essa redução é observada pelos policiais e pela população. Já estamos no 27° mês consecutivo de redução de crimes contra o patrimônio. E o celular é o objeto preferido dos criminosos. A gente percebe com essa redução no número de roubos e furtos de celulares que somente em 2019 chega a 14% de redução em comparação com 2018, que já tinha tido redução de 27% e isso traz essa perspectiva de melhora da qualidade da segurança em Pernambuco", comenta.

O Alerta Celular funciona como um banco de dados dos aparelhos. Não serve para rastreio, mas para identificar se um telefone apreendido pertence a outra pessoa e foi fruto de roubo. Para se cadastrar é preciso saber o IMEI (Identificador Internacional de Dispositivo Móvel) de seu aparelho, número de identificação da Anatel. Basta digitar, em seu smartphone *#06# que o código aparecerá em seu visor. Após registrar o aparelho na plataforma, em caso de roubo ou furto, basta registrar um boletim de ocorrência informando o número de IMEI. O aparelho ficará com um alerta em seu registro como roubado ou furtado. Por meio deste registro, a polícia identifica e devolve ao proprietário.

"É preciso registrar no Boletim de Ocorrência os 15 números do IMEI. Esses números são únicos e se o aparelho tiver dois chips, terá dois números de IMEI. Então é preciso escolher um para preencher número de série e o outro deve ser identificado no campo 'outras observações'. Depois disso, preencher a maior quantidade de dados possível para que a gente consiga localizar essa pessoa. Colocar nome completo, filiação, número para contato, e-mail, endereço para que a polícia possa encontrá-la", explica a delegada Beatriz Leite, seccional de Boa Viagem.
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