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High School Musical da nova geração, grupo Now United faz sucesso na internet

Publicado em: 15/12/2019 19:18

Foto: Divulgação.
ANA BEATRIZ GONÇALVES (SÃO PAULO, SP) 

Dentro de um contexto atual, em que as redes sociais estão cada vez mais presente nas vidas das crianças, pré-adolescentes e dos jovens, o sucesso do grupo Now United é inquestionável. Criado por Simon Fuller, 59, em 2017, o grupo musical formado por 14  cantores e dançarinos (cada um de um país), pode ser considerado o novo 'High School Musical' do momento. Com diferenças intrínsecas, que permitem o diálogo com a nova geração, o grupo não se trata de uma franquia da Disney ou de um filme musical, mas lembra uma "febre" entre os jovens que não era vista desde a produção da Disney Channel, criada em 2006. Para Any Gabrielly, 17, integrante brasileira do Now United, o conceito proposto pelo grupo é completamente diferente do grupo norte-americano, mas em relação à repercussão eles podem, sim, ser comparados ao HSM.

"O nosso foco sempre foi essa nova geração que é o futuro. A gente tem vontade de passar essa mensagem de união e positividade, para essa geração que está muito em conflito hoje em dia. Eu acho que, por esse motivo, o Now United bombou. A gente achou uma forma de se conectar com a nova geração", afirmou a paulista, por telefone.
Já Sabina Hidalgo, 19, do México, fez questão de destacar as ressalvas entre a comparação e contou: "Acho que sim, quer dizer, é claro que não somos eles [HSM], mas eu amo o Now United porque é tão diferente, que você não consegue comparar com nenhuma outra banda ou grupo musical." 

Com integrantes do Estados Unidos, Índia, Japão, Canadá, Coreia, Filipinas, México, China, Finlândia, Rússia, Alemanha, Reino Unido, Senegal e Brasil -todos entre 17 e 23 anos-, o Now United tem como marca registrada a integração de culturas, mas para Any, apesar da convivência com os colegas, ela nunca mudou seus hábitos ou sequer pegou alguma "mania" de alguém. "Eu mudo automaticamente dependendo da pessoa que eu vou falar. Sei que a galera da Ásia fala mais baixinho, não tem essa coisa de abraçar tanto que nem brasileiro, na hora que eu vou falar com eles eu respeito, sabe? Já sei como lidar com cada pessoa, e eu acho que o que eu mais aprendi, de verdade, foi essa coisa de saber lidar com pessoas. Saber reconhecer que cada pessoa é diferente, ninguém é obrigado a ser igual", afirmou a brasileira.

Com passagem no Brasil pela quarta vez, o fenômeno esgotou quatro shows em poucas horas, no mês de setembro e causou aglomerações de fãs nos aeroportos e hotéis nas últimas semanas de novembro, quando se apresentaram com a "Dreams Come True Tour", primeira turnê oficial do Now United. O grupo passou por São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte nos dias 17, 20, 22 e 24 do mês passado, e Sabina disse que o sucesso estrondoso não era algo esperado por eles. "Não imaginava que a turnê no Brasil ia esgotar. Na verdade quando eles nos disseram todos nós gritamos de felicidade [risos]. Aquilo foi surreal para mim e eu não acreditei até subir no palco e ver todas aquelas pessoas na plateia."

Com mais de dois milhões de inscritos no canal do YouTube - onde compartilham vlogs da rotina do grupo-, e um milhão e meio de seguidores no Instagram, os cantores e dançarinos do Now United convivem juntos 24 horas por dia, entre idas e vindas de aeroportos e shows, que para a mexicana de apenas 19 anos, virou algo normal. "Eu sinto que moro nos aeroportos [risos]. É claro que é cansativo passar o dia todo no avião, ou muitas horas viajando. Mas apesar disso, quando a gente sobe no palco parece que tudo faz sentido, sabe? É incrível", afirmou Sabina. 

Quando o assunto é redes sociais, as integrantes que representam a América Latina destacam a importância da conexão com os fãs pela web. "Essa coisa de a gente se conectar com as pessoas através das nossas redes sociais fizeram os fãs se sentirem como se fossem parte do Now United. Eles sabem tudo que a gente está fazendo, eles sabem o que a gente gosta, eles conhecem coisas da gente que nem a gente sabe direito para falar direito", contou Any. Para Sabina, as redes fazem parte do grupo e "talvez seja a coisa mais importante do Now United", como um propósito. Com um futuro promissor pela frente, a mexicana não nega a vontade de uma mega produção, como um filme sobre a história do grupo. "Isso seria incrível, eu adoraria [risos]. Mas agora a gente só pensa em fazer mais música, mais clipes e viagens."

Vivendo um sonho

"É uma honra muito grande de representar o meu país, porque eu acho que o Brasil tem tanto a mostrar pro mundo, é um país que traz força com ele. Parece que eu estou em um sonho, sabe? Tem que me beliscar para ver se é verdade", contou a paulista Any Gabrielly. Apesar de ter começado desde muito nova no meio artístico - aos nove anos atuou como a jovem Nala na versão brasileira do musical "O Rei Leão"-, Any acredita só consegue sentir "muita gratidão e honra" por integrar o grupo multinacional. "Não me vejo fazendo qualquer outra coisa que não seja arte. É uma coisa que levo no coração, então consigo me ver trabalhando em um escritório, por exemplo. Eu preciso de arte para viver", contou a atriz, dançarina e cantora, para o F5.

Para explicar a dinâmica do Now United, criado em 2017, Any disse que conviver com mais 13 jovens de outras nacionalidades já virou algo natural para ela. "A gente se dá muito bem. Durante esses dois anos que estamos juntos, quase três agora, a gente criou o nosso sistema. A gente sabe como lidar com cada um, cada personalidade", afirmou. "Então depende do momento, tem dia que você está 'felizinho', você vai e se junta com alguém que também está feliz, como tem dia que você quer ficar sozinho. A gente respeitar isso é impressionante."

No mesmo ano em que foi escolhida por Simon Fuller para participar do NU, Any também dublou a personagem Moana na versão em português do filme da Disney. A brasileira disse achar "muito lindo" poder fazer história e quebrar estereótipos sobre o seu país. "Eu sempre perguntava pra eles [Now United] 'como vocês acham que é o Brasil?' e a maioria respondia 'acho que tem muita árvore, macacos na rua'. Eles não tinham nem ideia. Eu falava 'cara, praticamente vocês imaginam que é uma floresta com uma avenida de Carnaval, né?'", afirmou Any, que ainda pretende apresentar o nordeste brasileiro para os colegas. "Eles só entenderam de verdade quando eles pisaram no Brasil.  Foi muito difícil de explicar."
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