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Banco de corais descoberto por pesquisadores da UFPE em Noronha surpreende pelo bom estado

Publicado em: 12/12/2019 16:50 | Atualizado em: 12/12/2019 17:14

Nova expedição para registrar imagens do coral acontece em fevereiro. (Foto: UFPE/Divulgação)
Nova expedição para registrar imagens do coral acontece em fevereiro. (Foto: UFPE/Divulgação)

Descoberto durante expedição marinha em maio de 2017 e revelado neste mês por pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), um banco de corais com aproximadamente 16 km², situado nos limites do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (PNMFN) e em estado saudável, está prestes a ser novamente explorado.

Segundo a professora e pesquisadora Mirella Costa, do Departamento de Oceanografia da UFPE (Docean), a nova expedição, agendada para fevereiro do próximo ano, vai buscar resposta para questões como o porquê esse recife estar em bom estado, fato que intrigou a equipe uma vez que em áreas próximas há ambientes dessa natureza com estrutura comprometida.

“Também precisamos saber se há conectividade entre esses ecossistemas; se há troca de material biológico e compartilhamento de populações”, explicou. A expedição não prevê coleta de material. Apenas serão registradas imagens para pós-avaliação e será feita uma espécie de ressonância para verificar dados hidroacústicos e a forma dos recifes de corais.

Situado a cerca de cinco quilômetros da ilha, mas ainda dentro dos limites do PNMFN, o ambiente recém-descoberto gera rica biodiversidade no entorno. Desde a sua identificação, a equipe, liderada por pesquisadores e alunos do Departamento de Oceanografia da UFPE e de outras instituições de ensino e pesquisa, vem se debruçando para prospectar o máximo de informações sobre aquele ambiente marinho.

Os estudos devem ser finalizados no próximo ano, quando será publicado um artigo científico a título de apresentação formal da descoberta à comunidade científica. Com o objetivo de mapear recifes e qualquer habitat, entre 30 a 150 metros de profundidade, o levantamento teve início em 2016.

Com características muito próprias para ambientes semelhantes já estudados, esse banco de corais se distingue pelo estado saudável e profundidade em que se encontra – entre 40 e 50 metros –, além de ser um recife monoespecífico; formado apenas pelo coral de nome científico Montastraea cavernosa.

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