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DECISÃO

PF apreende celulares em Fortaleza para apurar vazamento do Enem

Por: FolhaPress

Publicado em: 09/11/2019 15:09

 (Foto: Reprodução)
Foto: Reprodução
A Polícia Federal realizou na manhã deste sábado (9) uma operação em Fortaleza com o objetivo de aprofundar as investigações sobre o vazamento da prova de redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), no último fim de semana.

Os agentes apreenderam celulares de aplicadores da prova para serem submetidos a perícia. Não houve prisões na ação apelidada de Thoth, em referência ao deus egípcio da escrita e da sabedoria.

Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela 12ª Vara Federal de Fortaleza. 

Os suspeitos, que tiveram as casas vasculhadas, foram apontados a partir de investigação do próprio Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), responsável pelo exame.

Segundo a PF, as investigações terão prosseguimento e os suspeitos ainda prestarão depoimento. A ligação de outros aplicadores dos estados da Bahia e do Rio de Janeiro também está sendo apurada.

No último domingo, uma foto da página da prova de redação do Enem começou a circular nas redes sociais antes do fim do horário do exame.

Caso seja comprovada a responsabilidade dos suspeitos, eles podem ser condenados pelo crime de fraude em certames de interesse público, previsto no Código Penal Brasileiro. A pena pode chegar a cinco anos de prisão, além de multa.

Neste domingo (10), os candidatos voltam a prestar prova, mas dessa vez nas áreas de ciências da natureza e matemática. O Inep proibiu o uso de celulares pelos aplicadores para evitar novos vazamentos ou fraudes. 
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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