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REENCONTRO

Lula chega ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo

Publicado em: 09/11/2019 14:12 | Atualizado em: 09/11/2019 14:20

 (Foto: Miguel Schincariol/AFP)
Foto: Miguel Schincariol/AFP
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou na tarde deste sábado (9/11) ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Paulo. Ele prepara um discurso que será feito nesta tarde aos militantes.
 
O ex-presidente pretende detalhar seus planos fora da cadeia.Ele deixou o cárcere no começo da noite de sexta-feira (8) após ser  beneficiado pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que, por 6 votos a 5, proibiu a prisão em razão se condenação em segunda instância. 

Lula voltou pela primeira vez ao Sindicato dos Metalúrgicos, mesmo local onde se entregou para equipes da Polícia Federal quando sua prisão foi decretada, em abril do ano passado. Ele encontrou uma multidão de apoiadores, vestindo vermelho e com bandeiras de movimentos sociais. 

Em seu discurso, Lula deve focar em problemas sociais, no enfrentamento ao governo do presidente Jair Bolsonaro e anunciar a rota de sua caravana que vai percorrer o país. 
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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