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EDUCAÇÃO

Inep proíbe aplicadores do Enem de entrar com celular nas salas de aula

Por: AE

Publicado em: 09/11/2019 12:10

 (Foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Foto: Ed Alves/CB/D.A Press
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) proibiu os aplicadores das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de entrar com celulares nas salas onde as provas serão aplicadas neste domingo, 10. A medida é uma resposta à divulgação, no último fim de semana, de uma foto da prova de Redação nas redes sociais enquanto os candidatos ainda faziam o teste.

Segundo a assessoria do Inep, até o fim de semana passado, os aplicadores eram orientados a guardar os celulares em envelopes ou porta-objetos - assim como ocorre com aqueles que vão participar da prova. Agora, os celulares não poderão ficar nas salas, nem mesmo dentro dos envelopes fechados.

No último domingo, minutos após o início do Enem, já circulava nas redes sociais a imagem da página com a proposta da Redação, que abordou a democratização do acesso ao cinema. A Polícia Federal investiga o caso.

Na ocasião, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, foi às redes sociais e disse que a investigação já estava sendo feita pela PF, que teria identificado o autor do vazamento. Ele provavelmente é do Estado de Pernambuco. "A foto é verdadeira, mas em nada compromete a realização da prova. Todos os procedimentos de segurança já tinham sido feitos, a prova já tinha sido distribuída e alguém tirou uma foto e colocou nas redes", disse o ministro. "Não compromete em nada, tudo segue normal. A PF vai identificar a pessoa responsável e tomar as providências legais."

Para os estudantes, o uso dos celulares segue proibido. Os candidatos têm de colocar os aparelhos dentro de envelope porta-objetos entregue antes do início da prova. Os aparelhos devem estar desligados e, se possível, deve-se remover a bateria - caso emitam algum som, mesmo dentro do envelope, o candidato será eliminado.

No domingo passado, 376 candidatos foram eliminados, segundo o Inep, por uso de equipamento eletrônico, por não atender a orientações dos fiscais, entre outras irregularidades. Mais de 3,9 milhões de estudantes realizaram a prova.
Segunda etapa do Enem
Neste domingo, os alunos realizam as provas de Matemática e Ciências da Natureza. Os candidatos terão cinco horas para resolver as questões. Os portões serão abertos ao meio-dia, pelo horário de Brasília, e fechados às 13 horas. Os alunos devem levar caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, e documento de identificação oficial com foto, original.
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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