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DECLARAÇÃO

Elton John diz que escreveu biografia para que seus filhos soubessem a verdade sobre ele

Por: FolhaPress

Publicado em: 09/11/2019 12:18

 (Foto: AFP)
Foto: AFP
Após uma carreira de sucessos e uma porção de livros e reportagens sobre sua vida, o cantor Elton John, 72, lançou no mês passado sua primeira e única autobiografia. Segundo ele, foi uma experiência dolorosa, mas pela qual decidiu passar para que seus filhos soubessem a verdade sobre sua história. 

Pai de dois meninos, Zachary, 8, e Elijah, 6, com o marido, David Furnish, 57, Elton John fala sobre vícios, sexo, ciúmes, seus problemas com a mãe e até sobre implantes de cabelo na autobiografia "Me". O resultado é muito mais profundo do que o já mostrado no filme "Rocketman" (2019), também sobre o músico. 

"Minha mãe deu algumas entrevistas, mas eu não respondi, porque você não pode responder à imprensa, elas sempre tem a última palavra. Mas eu queria, neste livro, corrigir algumas coisas, não acertar as contas, mas apenas dizer o que realmente aconteceu para que eles [os filhos] pudessem ler", afirmou ele à BBC Rádio 2. 

"Muitos livros foram escritos sobre mim, muitas biografias, mas os autores não tiveram acesso a mim, portanto não são exatamente precisos", continua o cantor, que jurou pelos filhos que tudo que está na autobiografia "Me" é verdadeiro. 

Elton John anunciou em janeiro do ano passado uma turnê de despedida, para então se aposentar dos shows em 2020. Segundo ele, a decisão também foi tomada por conta da família. "Subir no palco e tocar é fácil, por que eu amo isso. São as viagens que desgastam", afirmou ele. 

"Eu viajo de maneira muito luxuosa, mas viajo desde os 17 anos, e a razão pela qual quero parar é, obviamente, porque quero passar mais tempo com David e os meninos. Na última parte da minha vida, quero fazer algo diferente, não quero continuar."
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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