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POSIONAMENTO

Eduardo e Carlos Bolsonaro repudiam soltura de Lula e demais "criminosos"

Por: AE

Publicado em: 09/11/2019 12:54

 (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação
Os filhos do presidente da República, Jair Bolsonaro, deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ) usaram suas respectivas contas no Twitter para repudiar a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e demais políticos considerados "criminosos". Lula deixou a carceragem da Polícia Federal em Curitiba (PR), ontem, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de que condenados têm o direito à liberdade até o fim de todos os recursos judiciais.

Hoje, Carlos Bolsonaro republicou um vídeo em que seu pai pede para a população não dar "munição ao canalha que momentaneamente está livre", sem citar nominalmente o petista. "Calma, cambada de bandido, o Brasil não é de vocês! Comemorem, criminosos! Estão liquidados política e criminalmente! O Brasil vai dar certo!", enfatizou o vereador na postagem.

O deputado federal foi mais taxativo e afirmou, ontem, que "além de Lula, Zé Dirceu e outros quadrilheiros, milhares de criminosos serão soltos no País, fazendo com que você fique à mercê de seus atos malignos". Eduardo Bolsonaro questionou se é isso que queremos para o Brasil e disse que "lutaremos até o fim".

A publicação ainda vem acompanhada por uma imagem com o texto: "Eles estão rindo da sua cara! O povo brasileiro não aguenta mais temer pela própria vida enquanto vê bandido se dando bem, chega! Repudiamos a soltura do chefe e dos integrantes da quadrilha que destruiu o Brasil, além dos milhares de outros criminosos".
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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