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Disney fatura alto com novo serviço de streaming

Publicado em: 18/11/2019 07:18

 (Divulgação/Disney)
Divulgação/Disney
Quando a Disney anunciou que entraria no mercado de streaming, não faltaram especialistas para afirmar que a estratégia estava equivocada. Em um mercado amplamente dominado pela Netflix e com a crescente concorrência de gigantes como Amazon e Apple, a Disney não teria chances de se sobressair. Na visão desses analistas, o projeto estaria condenado e a Disney contabilizaria alguns bilhões de dólares em prejuízos.

Os especialistas erraram feio. Lançado na semana passada em apenas três países — Estados Unidos, Canadá e Holanda —, o canal de streaming Disney+ alcançou um resultado surpreendente. Em apenas um dia, 10 milhões de pessoas assinaram o serviço. Trata-se de um número muito acima do esperado pela própria Disney, que reconheceu que ficaria satisfeita se 2 milhões de usuários aderissem à plataforma.

A ideia da Disney era conquistar entre 60 milhões e 90 milhões de clientes nos próximos 5 anos. A julgar pela receptividade positiva, a empresa deverá rever suas projeções e há quem fale em 150 milhões de assinantes até 2024. No dia de estreia do serviço, na terça-feira passada, as ações da empresa dispararam 7% na bolsa americana, alcançando o recorde de US$ 148.

A procura pelo novo streaming foi tão grande que até provocou a instabilidade do serviço no dia da estreia. “A demanda de consumo do Disney excedeu as nossas mais altas expectativas”, disse a empresa, por meio de comunicado.

Comparados com outros serviços, o desempenho do Disney é, de fato, marcante. A Netflix, que lançou seu streaming nos Estados Unidos em 2007, possui atualmente 158 milhões de assinantes. A empresa, portanto, precisou de 12 anos de mercado para superar a marca de 150 milhões de clientes. Até o fim de 2019, a Netflix esperar contar com 166 milhões de usuários.

Trazidos para o mercado brasileiro, os números da Disney são ainda mais superlativos. A TV por assinatura surgiu oficialmente no Brasil em 1989 e só conquistaria 10 milhões de assinantes (o número que a Disney alcançou em um único dia) em 2010. Portanto, 21 anos depois.

“Nos últimos anos, muita gente disse que não haveria mais espaço para o streaming crescer, mas os resultados das empresas vêm demonstrando o contrário”, diz Eduardo Tancinsky, consultor especializado em marcas. “Nem a Disney esperava um interesse tão grande pelos seus serviços, o que só reforça que nesse mercado há lugar para todos.”

Conteúdo
O Disney conta com títulos da própria Disney e de marcas consagradas do mundo do entretenimento, como Marvel, Pixar, National Geographic e Star Wars. Além de clássicos desses produtores de conteúdo, a plataforma traz projetos originais como a série The Mandalorian, do universo Star Wars, e um live-action de A Dama e o Vagabundo.

A Disney chegou ao mercado com uma política agressiva de preços. Nos Estados Unidos, a assinatura básica sai por US$ 6,99. O plano premium, que também dá acesso ao streaming Hulu e à programação on-demand da ESPN, custa por mês US$ 12,99. Nos Estados Unidos, os planos mensais oferecidos pela Netflix variam de US$ 9 a US$ 16.

O próximo passo da Disney é expandir os negócios para outras praças. A partir de amanhã, o novo streaming estará disponível na Austrália, em Porto Rico e na Nova Zelândia. Em março do ano que vem, será a vez de a Europa receber a novidade, começando por países como Alemanha, Espanha, França, Itália e Inglaterra. Não há previsão de chegada ao Brasil e outras nações da América Latina.

O streaming da Disney foi lançado 10 dias depois de a Apple apresentar o seu serviço chamado de Apple TV , mas a empresa da maçã não fez tanto barulho quanto a concorrente. Poucos mercados cresceram tanto nos últimos anos. De acordo com a empresa de pesquisas Grandview Research, o segmento de streaming movimenta por ano cerca de US$ 40 bilhões. Em 2025, o valor deverá chegar a US$ 124 bilhões.
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